No Fórum Econômico Mundial, presidente dos EUA reforça interesse estratégico no território dinamarquês
Trump declarou que nenhum país além dos EUA tem capacidade para defender a Groenlândia e pediu negociações imediatas para controle do território.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deixou clara a sua posição sobre a Groenlândia durante discurso no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, em 21 de janeiro de 2026. Trump afirmou que “nenhuma nação ou grupo de nações tem a capacidade de defender a Groenlândia” a não ser os EUA, destacando o interesse estratégico do país pelo território dinamarquês.
Interesse estratégico e controvérsias
A Groenlândia, um vasto território da Dinamarca localizado no Ártico, tem sido alvo de atenção dos EUA por sua importância geopolítica e recursos naturais. Trump se referiu ao local como “um pedaço de gelo frio e mal localizado”, mas enfatizou a intenção de controlar a região, inclusive sugerindo a possibilidade de comprá-la — proposta esta que foi rejeitada por diversos países europeus.
Na última semana anterior ao discurso, o presidente americano anunciou a intenção de aumentar tarifas em 10% sobre importações de países que não apoiassem sua reivindicação, e ameaçou elevar a tributação para 25% caso a negociação para a “compra” da Groenlândia não fosse concluída até meados de 2026.
Negociações imediatas e recusa do uso da força
Durante o evento em Davos, Trump ressaltou que não pretende tomar a Groenlândia por meio da força militar, apesar de afirmar que os EUA seriam “invencíveis” se isso ocorresse. Ele pediu negociações imediatas para que os Estados Unidos possam passar a controlar o território, destacando que a Groenlândia já foi controlada por seu país no passado, durante a Segunda Guerra Mundial, quando os EUA a devolveram respeitosamente à Dinamarca.
“Nunca pedimos por nada, e nunca conseguimos nada. Provavelmente, só conseguiremos algo exceto se eu escolha usar força excessiva, o que nos faria ser, francamente, invencíveis. Mas eu não farei isso, ok? As pessoas devem estar aliviadas com essa declaração. Eu não quero, nem vou usar a força. Tudo o que os Estados Unidos estão pedindo é um lugar chamado Groenlândia”, afirmou Trump.
Reações internacionais e impactos
A proposta de Trump vem causando tensões diplomáticas, especialmente com países europeus que veem a Groenlândia como parte integrante da Dinamarca. A insistência em controlar o território ártico adiciona complexidade às relações transatlânticas e evidencia a importância crescente da região devido a interesses estratégicos, como rotas comerciais e recursos energéticos.
A abordagem agressiva de Trump, incluindo ameaças tarifárias, pode impactar o comércio internacional e a cooperação entre os EUA e seus aliados tradicionais, ao mesmo tempo em que destaca a disputa por influência no Ártico, uma área cada vez mais relevante no cenário geopolítico global.
Fonte: www.metropoles.com
Fonte: Reprodução/CNN
