No último sábado, dia 20, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma declaração sem evidências, alegando que o espelho d’água do Lincoln Memorial foi alvo de vandalismo. O local, que recentemente enfrentou um problema com algas, precisará passar por drenagem para reparos. Trump mencionou que a polícia prendeu "muitas pessoas" sob a acusação de vandalismo, mas um dos detidos afirmou à CNN que apenas tocou em um pedaço de material azul que se soltou durante as reformas promovidas pelo presidente.
As obras de renovação, que custaram cerca de 14 milhões de dólares, incluíram melhorias na Casa Branca e a restauração de fontes deterioradas. Trump, em sua defesa, afirmou que o Reflecting Pool "nunca foi tão bonito" como uma semana antes e que os reparos seriam realizados rapidamente. Contudo, a situação se transformou em uma polêmica, atraindo a atenção de turistas e moradores por motivos questionáveis, especialmente com a aproximação do 250º aniversário dos Estados Unidos.
O tricampeão olímpico de canoagem, David Hearn, foi detido na sexta-feira, dia 19, após tocar em um material azul solto no fundo do espelho d’água. Hearn, que possui formação em ciência de materiais, relatou ter encontrado o material enquanto passeava de bicicleta e, após ler sobre os problemas de algas e tinta descascando, se sentiu curioso. Após tocar no material, ele foi alertado por um funcionário do Serviço Nacional de Parques para não entrar na água, mas foi abordado pela Guarda Nacional e posteriormente preso pela Polícia de Parques.
O canoísta enfrentou acusações de destruição e desfiguração de propriedade pública, além de desobediência a um funcionário do governo, mas nega qualquer intenção de vandalizar o espelho d’água, afirmando que agiu como um "cidadão curioso". Ele criticou a situação como um "vergonhoso desperdício de recursos", enquanto a discussão sobre o espelho d’água gerou um debate online repleto de alegações falsas e teorias da conspiração.
Do lado externo do espelho d’água, um grupo de curiosos e influenciadores se reuniu. Uma mulher foi vista com um cartaz pintado de verde com a palavra "Alga" enquanto cantava: "Alga é mais inteligente que MAGA". Matthew Weimer, que estava em Washington, DC, para visitar amigos, elogiou a reforma, destacando a importância de alguém se importar em fazer algo a respeito. Ao ser questionado sobre as críticas, ele respondeu que os críticos deveriam se perguntar o que estão fazendo para melhorar a situação.
Qayla Sykes, visitante de Connecticut, fez uma parada rápida no National Mall para ver o que estava acontecendo. Ela expressou sua indignação sobre a aparência do espelho d’água, afirmando: "Parece muito nojento. Já tirei cerca de 20 fotos, especialmente das pessoas limpando, porque não sei se verei isso de novo na minha vida". Sykes expressou esperança de que a situação não se repita.