Às vésperas de importantes negociações para o fim do conflito entre os Estados Unidos e o Irã, o Presidente Donald Trump manifestou uma postura agressiva, afirmando que o país persa "só está VIVO para negociar". Ele ameaçou uma reação contundente se as conversas não forem bem-sucedidas, enquanto o Irã impôs condições para prosseguir no diálogo.
As reuniões entre representantes dos dois países estão agendadas para este sábado (11), no Paquistão, em um contexto de um cessar-fogo frágil, que Teerã alega ter sido desrespeitado por seus adversários, incluindo Israel.
Em declarações feitas na sexta-feira (10), Trump criticou a capacidade de negociação do Irã, afirmando que o Exército dos EUA está se preparando com armamento de ponta caso as negociações de paz não resultem em um acordo. Ele mencionou que em 24 horas será possível avaliar o andamento das discussões.
Trump ainda destacou que as forças armadas americanas estão equipadas com as melhores munições já desenvolvidas, prometendo um uso eficaz caso não se chegue a um consenso.
Por outro lado, o Irã, representado pelo ministro das Relações Exteriores Abbas Araqchi, estabeleceu que a inclusão do Líbano no cessar-fogo e a interrupção de ataques israelenses são condições essenciais para a continuidade das negociações.
As conversas, que ocorrerão em um hotel de luxo em Islamabad, contam com a presença de líderes chave dos EUA, como o vice-presidente JD Vance e o conselheiro Jared Kushner, além de autoridades iranianas, incluindo Abbas Araghchi e Mohammad Bagher Ghalibaf. Ambos os lados se preparam para um diálogo complexo e repleto de tensões, enquanto a incerteza sobre o cessar-fogo persiste.