Trump ameaça civilização do Irã e provoca tensão mundial por 10 horas

Na terça-feira (7), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que prorrogou por duas semanas o ultimato que tinha como alvo o Irã. Ele condicionou essa decisão à reabertura completa do Estreito de Ormuz, afirmando que esse acordo seria válido inicialmente por 14 dias.

Trump havia estabelecido como prazo até as 21h do mesmo dia para que o Irã chegasse a um consenso com os Estados Unidos e reabrisse a rota, fundamental para o tráfego de petróleo global. Logo pela manhã, ele fez uma declaração alarmante, afirmando que uma "civilização inteira" poderia ser dizimada pelos ataques programados. Essa declaração gerou um clima de tensão que perdurou por 10 horas após o anúncio.

Desde o início do conflito, Trump tem proclamado sucessos de seu governo contra o regime iraniano, enquanto o Irã continua a realizar ataques em retaliação, desmentindo qualquer possibilidade de capitulação. Poucas horas antes da ameaça, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, havia declarado que milhões de iranianos estavam dispostos a se sacrificar por seu país.

No mesmo dia, às 9h06, Trump divulgou sua ameaça em uma publicação na rede social Truth Social. Ele alertou que uma "civilização inteira morreria esta noite, para nunca mais ser ressuscitada", estabelecendo um prazo crítico para a situação no Estreito de Ormuz, que estava fechado em resposta a ações dos EUA e de Israel.

A reação do Irã foi imediata, com Amir-Saeid Iravani, representante do país na ONU, afirmando que a ameaça poderia configurar um genocídio. O governo iraniano, por sua vez, classificou o acordo como um "recuo humilhante" de Trump e afirmou que os Estados Unidos não conseguiram alcançar seus objetivos.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, confirmou o restabelecimento da segurança para a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz, com coordenação das forças iranianas. Ele também mencionou que as futuras negociações entre os dois países seriam baseadas em um plano de 10 pontos elaborado pelo Irã, que não incluía um aspecto crucial sobre o enriquecimento nuclear, presente apenas na versão em farsi do documento.

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