Durante entrevista, ex-presidente critica a influência política na mídia e fala sobre a relação com a Paramount.
Donald Trump sugere que Tony Dokoupil não seria âncora se Kamala Harris tivesse vencido a eleição de 2024.
Trump e a influência política na mídia
Na última terça-feira, 12 de janeiro de 2026, durante uma entrevista para o CBS Evening News, o ex-presidente Donald Trump fez uma declaração intrigante sobre o futuro do âncora Tony Dokoupil, afirmando que ele não teria seu emprego caso Kamala Harris tivesse vencido as eleições de 2024. Trump argumentou que, se a vice-presidente tivesse assumido, a situação do país seria drasticamente diferente, e, portanto, a dinâmica na mídia também.
Trump disse: “Você não teria um emprego agora. Se ela ganhasse, você provavelmente não teria um emprego agora… Você não teria esse trabalho, certamente com o que quer que estejam te pagando”. Essa afirmação não apenas colocou em questão a estabilidade do emprego de Dokoupil, mas também refletiu a visão do ex-presidente sobre o impacto das eleições na mídia.
A relação com a Paramount e o impacto na CBS
A CBS, agora controlada pela família Ellison, amigos próximos de Trump, tem visto mudanças significativas em sua estrutura e programação. No entanto, Trump elogiou David Ellison, chefe da Paramount Skydance, chamando-o de “incrível” e insinuando que, se ele não tivesse vencido a eleição, sua posição na mídia poderia estar comprometida. “Seu chefe, que é um cara incrível, poderia estar quebrado”, afirmou Trump, destacando a interconexão entre política e negócios na indústria do entretenimento.
Recentemente, David Ellison tem buscado expandir sua influência na mídia por meio de aquisições, incluindo uma tentativa hostil de adquirir a Warner Bros Discovery, empresa-mãe de redes como CNN e HBO. Essa movimentação tem atraído a atenção de diversos analistas do setor, que veem uma possibilidade de transformação no cenário da mídia.
A defesa de Dokoupil e críticas à edição de entrevistas
Ao final da entrevista, Dokoupil reagiu às observações de Trump, afirmando: “Para constar, eu realmente acho que teria esse trabalho mesmo se os outros tivessem vencido”. Trump respondeu: “Sim, mas com um salário menor”. Essa troca de farpas ilustra a tensão que permeia a relação entre o ex-presidente e os meios de comunicação, especialmente em um contexto onde a edição de entrevistas e a manipulação de conteúdo têm sido foco de críticas.
Recentemente, a CBS News enfrentou escrutínio por suas decisões de edição, incluindo o tratamento de uma entrevista com a vice-presidente Harris, que resultou em uma ação judicial significativa. Apesar das críticas, a rede continua a manter sua posição como uma das principais fontes de notícias nos Estados Unidos.
O contexto da entrevista em Detroit
A entrevista foi realizada em uma fábrica da Ford em Dearborn, Michigan, e coincidia com uma programação de reintrodução do CBS Evening News, que busca atrair novos espectadores. A escolha do local e do momento para a transmissão foi estratégica, visando conectar a administração Trump com os desafios econômicos enfrentados pelo país.
No final do programa, Dokoupil fez uma declaração que ressoou com a audiência: “Você pode não concordar com tudo que ouve nesta transmissão, mas confiamos que você ouvirá e decidirá por si mesmo”. Essa afirmação reflete um esforço para reafirmar a integridade jornalística da CBS em tempos de polarização política.
Conclusão
As declarações de Trump durante a entrevista não apenas levantaram questões sobre a integridade da mídia, mas também destacaram as complexas relações entre política e setor privado. O papel de figuras como Tony Dokoupil e David Ellison na moldagem de narrativas midiáticas continua a ser um tema relevante na discussão sobre a liberdade de imprensa e a responsabilidade dos jornalistas em um ambiente político conturbado.
Fonte: www.theguardian.com
Fonte: CBS News
