Presidente dos EUA adota tom conciliador e discorda da narrativa oficial sobre o caso
Donald Trump analisa morte de enfermeiro em ação do ICE em Minneapolis e rejeita narrativa oficial de sua equipe.
A morte do enfermeiro Alex Pretti durante uma operação do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos (ICE) em Minneapolis tem provocado repercussões políticas significativas, com o presidente Donald Trump adotando uma postura incomummente conciliadora ao analisar o episódio.
Morte do enfermeiro repercute na Casa Branca
Na terça-feira (27/1), Trump declarou publicamente que está revisando os fatos relacionados à morte de Pretti, ocorrida durante uma ação federal na cidade. O presidente descreveu o evento como “muito triste”, afastando-se do tom adotado por membros de seu governo que rapidamente qualificaram o enfermeiro como “aspirante a assassino”.
Essa declaração direta contrasta com o discurso do chefe de gabinete adjunto da Casa Branca, Stephen Miller, que no sábado anterior classificou Pretti como um agressor que teria tentado matar agentes federais — afirmação compartilhada pelo vice-presidente JD Vance nas redes sociais.
Divergências internas e postura presidencial
Questionado sobre sua concordância com tais qualificações, Trump respondeu de forma sucinta: “Não”. Ele acrescentou, contudo, uma ressalva à questão das armas portadas durante a abordagem: “Dito isso, não se pode ter armas. Não se pode entrar armado. Simplesmente não se pode. Mas foi um incidente muito lamentável”.
A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, também procurou distanciar o presidente das declarações polêmicas, afirmando que Trump não usou tais termos em público ou em conversas internas.
Contexto de tensão em Minneapolis
O episódio ocorre em meio a uma crescente tensão social na cidade, que vem acontecendo desde a morte de uma cidadã norte-americana em outra operação do ICE há cerca de duas semanas. Protestos e manifestações se intensificaram, aumentando a pressão sobre o governo federal e reacendendo debates sobre a política migratória no segundo mandato de Trump.
Faltam detalhes sobre a operação
Alex Pretti, enfermeiro de UTI e cidadão americano, foi atingido por disparos durante a operação, mas as autoridades ainda não divulgaram informações claras sobre as circunstâncias do tiroteio. O comandante-geral da Patrulha de Fronteira, Greg Bovino, afirmou que “todos os fatos virão à tona na investigação”, mas evitou confirmar detalhes sobre a arma supostamente portadas por Pretti.
Informações posteriores indicam que o enfermeiro estava com o celular no momento da abordagem, o que reforça a necessidade de esclarecimento da situação.
Implicações políticas e sociais
O caso destaca a complexidade das operações de controle migratório e a sensibilidade dos temas relacionados a violência policial e direitos civis nos Estados Unidos. A resposta presidencial, combinando empatia e alerta sobre o porte de armas, reflete a pressão que o governo enfrenta diante dos protestos e da opinião pública.
Enquanto a investigação prossegue, o episódio deve continuar a influenciar o debate político sobre as estratégias e limites das ações do ICE, especialmente em regiões com histórico de conflitos sociais.
Fonte: www.metropoles.com
Fonte: Alex Wong/Getty Images