Trump critica senadores republicanos que limitaram seus poderes sobre a Venezuela

Cinco senadores do partido enfrentam a ira do ex-presidente após votação.

O ex-presidente Donald Trump expressou descontentamento com cinco senadores republicanos que apoiaram uma resolução para limitar seus poderes militares na Venezuela, afirmando que eles "nunca deveriam ser eleitos novamente".

O ex-presidente Donald Trump lançou críticas contundentes contra cinco senadores republicanos após eles terem votado a favor de uma resolução que limita seus poderes de guerra em relação à Venezuela. Em um comunicado, Trump afirmou que esses senadores “nunca deveriam ser eleitos para cargo público novamente”. Essa declaração reflete a crescente tensão entre o ex-presidente e membros do seu próprio partido, que se mostram preocupados com a possibilidade de um envolvimento militar americano na Venezuela.

O contexto da votação e seus desdobramentos

A votação ocorreu no Senado, onde uma resolução apresentada pelo senador democrata Tim Kaine, da Virgínia, avançou com 52 votos a favor e 47 contra, buscando restringir a capacidade do presidente de enviar tropas ao país sul-americano sem a devida autorização do Congresso. Essa medida surge após a recente captura do líder venezuelano Nicolás Maduro, que intensificou os debates sobre a intervenção dos EUA na situação política e econômica da Venezuela.

Os senadores que se uniram aos democratas nesse esforço incluíram Todd Young (Indiana), Lisa Murkowski (Alasca), Susan Collins (Maine), Rand Paul (Kentucky) e Josh Hawley (Missouri). A votação representa uma divisão significativa dentro do Partido Republicano, com alguns membros optando por uma postura mais cautelosa em relação à política externa.

A resposta de Trump e a divisão no Partido Republicano

Trump não hesitou em criticar publicamente os senadores, ressaltando que eles deveriam ter vergonha por se aliarem aos democratas. A reação de Hawley, que normalmente é um defensor ardoroso da administração Trump, é notável, especialmente considerando sua reeleição recente. Em contrapartida, Rand Paul tentou minimizar a situação, afirmando que sua posição não é pessoal, mas sim um debate constitucional sobre o uso da força militar.

Apesar das críticas de Trump, a votação evidencia uma crescente preocupação entre os republicanos em relação ao envolvimento militar prolongado na Venezuela, com figuras como Collins e Young expressando que uma intervenção militar poderia contradizer os princípios de não-intervenção defendidos por Trump em outras ocasiões. O cenário político continua incerto, já que o projeto de lei ainda precisa passar pela Câmara dos Representantes, onde o apoio a Trump é mais forte, mas também está sujeito a debates sobre a autoridade do presidente em questões de guerra.

Fonte: www.cbsnews.com

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