Trump descarta encontro com o autoproclamado príncipe do Irã, Reza Pahlavi

Reuters]

Rejeição ao apoio a Pahlavi sinaliza incerteza sobre o futuro do governo iraniano

Donald Trump rejeitou a possibilidade de se encontrar com o príncipe autoproclamado do Irã, Reza Pahlavi, destacando a posição dos EUA diante de um possível colapso do governo iraniano.

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, fez uma declaração recente que destaca a complexidade da situação política no Irã. Ao se referir a Reza Pahlavi, o autoproclamado príncipe do Irã e filho do último xá, Trump afirmou que um encontro entre os dois não seria apropriado. Essa posição sugere que Washington não está preparado para respaldar um sucessor ao governo iraniano, caso este venha a colapsar.

Contexto Histórico e Político

A figura de Pahlavi é emblemática para muitos iranianos que desejam uma mudança no regime atual. O último xá do Irã foi deposto em 1979 durante a Revolução Islâmica, que resultou na criação da República Islâmica. Desde então, Pahlavi tem se posicionado como um líder da oposição ao regime, frequentemente buscando apoio tanto dentro quanto fora do Irã. Sua relação próxima com Israel o torna uma figura controversa, refletindo a complexidade das alianças políticas na região.

As declarações de Trump vêm em um momento crítico, já que o Irã enfrenta uma onda de protestos em várias de suas cidades, resultantes de uma profunda crise econômica exacerbada por sanções dos EUA. Trump, em sua entrevista no podcast de Hugh Hewitt, sugeriu que os Estados Unidos devem observar como a situação se desenvolve antes de tomar quaisquer medidas de apoio a Pahlavi.

Detalhes Recentes e Reações

As manifestações no Irã começaram no mês passado, inicialmente relacionadas à crise econômica, mas rapidamente se transformaram em protestos antigovernamentais. Em resposta, o governo iraniano cortou o acesso à internet, uma estratégia visível de tentar silenciar a dissidência. Enquanto isso, Pahlavi pediu ao povo iraniano que continuasse a protestar e agradeceu a Trump por sua postura firme contra o regime. Ele afirmou que “milhões de iranianos” estavam nas ruas, clamando por mudanças.

Trump, por sua vez, não hesitou em reiterar que a violência contra os manifestantes não seria tolerada e que uma resposta severa dos EUA se seguiria caso o regime iraniano optasse por reprimir os protestos com força letal. O presidente dos EUA também mencionou que as ações do Irã no passado, como o desenvolvimento de programas nucleares e de mísseis, não seriam aceitas, e que os EUA já haviam atacado instalações nucleares iranianas em uma ação militar sem precedentes.

A situação no Irã se complica ainda mais com a crescente instabilidade externa, como a queda do regime de Bashar al-Assad na Síria e a diminuição da influência do Hezbollah. A retórica desafiadora do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, reflete a tenacidade do regime em face das pressões ocidentais. Khamenei afirmou que “não se renderão ao inimigo”, prometendo que o Irã superará as adversidades e manterá sua posição no cenário internacional.

Diante desse cenário volátil, a posição dos EUA sobre Pahlavi e o futuro do Irã se torna cada vez mais crítica, com potencial para influenciar a dinâmica regional nos próximos meses.

Fonte: www.aljazeera.com

Fonte: Reuters]

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