Medo e resignação marcam encontros em Davos enquanto Donald Trump lidera discussões no fórum
Em Davos, a presença de Donald Trump dominou o Fórum Econômico Mundial, misturando temor e resignação entre líderes e empresários.
O Fórum Econômico Mundial em Davos, realizado em meio a temperaturas geladas, teve sua agenda dominada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cuja postura gerou uma mistura de medo e resignação entre os participantes. Trump percorreu as ruas da pequena cidade suíça acompanhado por altos funcionários norte-americanos, impondo um tom confrontativo principalmente em relação à Europa.
Reações à presença de Trump em Davos
Líderes locais e europeus expressaram desconforto com a forma agressiva como Trump abordou temas globais, mesmo reconhecendo o mérito de algumas de suas demandas, como o aumento dos gastos europeus com segurança. Conradin Cramer, chefe do governo cantonal de Basileia, afirmou que o discurso do presidente americano assustou ao manifestar-se contra os valores europeus.
Tensões comerciais e geopolíticas
Empresários, especialmente banqueiros baseados nos EUA, demonstraram preocupação com a possibilidade de uma guerra comercial em larga escala, que poderia impactar negativamente o ambiente de negócios global. O Fórum, no entanto, serviu também para avanços diplomáticos, como a assinatura de acordos relacionados à Groenlândia e negociações para a paz na Ucrânia, destacadas pela visita do presidente Volodymyr Zelenskiy.
Influência de Larry Fink e presença de grandes nomes
Larry Fink, presidente-executivo da BlackRock e copresidente do fórum, teve papel central na organização do evento, atraindo personalidades como Elon Musk, que fez sua estreia em Davos. Fink foi elogiado por Trump, que o descreveu como alguém que transforma tudo em “ouro”.
Temas evitados e foco em novas tecnologias
Apesar da dimensão do discurso de Trump, temas sensíveis para o governo americano, como mudanças climáticas, receberam menos atenção do que em anos anteriores, com apenas quatro sessões dedicadas ao assunto em comparação a 16 no ano anterior. Por outro lado, debates sobre inteligência artificial, riscos de investimento e demanda energética foram destacados, refletindo uma diversificação do diálogo entre os participantes.
Ambientes paralelos e encontros informais
Além das sessões oficiais, Davos contou com eventos como jantares e encontros sociais, onde líderes econômicos e políticos discutiram assuntos variados. O secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, causou polêmica ao criticar a Europa em um jantar promovido por Fink, evento que levou à saída da presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde. Mesclando negócios e cultura, participantes também desfrutaram de apresentações musicais e momentos de descontração.
Rumores e segurança na cidade
A chegada de Trump gerou rumores sobre possíveis cortes nas redes móveis e de internet em Davos, mas as comunicações funcionaram normalmente durante o evento. O fórum deste ano marcou a primeira reunião desde a saída do fundador Klaus Schwab e foi considerado por vários participantes como uma edição marcante, apesar das tensões e controvérsias.
A edição 2026 do Fórum Econômico Mundial em Davos evidenciou o impacto das lideranças políticas na agenda global, revelando desafios e oportunidades em um cenário de incertezas e mudanças aceleradas.
Fonte: www.moneytimes.com.br