Trump supostamente tinha conhecimento das atividades de Epstein há 20 anos

Revelações sobre a relação entre Trump e Epstein surgem de entrevistas do FBI.

Um ex-chefe de polícia afirma que Trump sabia sobre os crimes de Epstein há 20 anos.

President Donald Trump sempre afirmou que não tinha conhecimento das atividades criminosas de Jeffrey Epstein, mas novas revelações de um ex-chefe de polícia de Palm Beach, Michael Reiter, colocam essa narrativa em xeque. Durante uma entrevista com o FBI em 2019, Reiter afirmou que Trump, em uma conversa de 2006, destacou que “todo mundo” sabia sobre os crimes de Epstein, que envolviam abusos a jovens.

A origem das revelações

As recentes declarações de Reiter foram publicadas em um documento do FBI que se refere a uma entrevista realizada durante a investigação sobre Epstein. Em julho de 2006, após a primeira prisão de Epstein, Trump teria ligado a Reiter, expressando alívio pela prisão e afirmando que as atividades de Epstein eram amplamente conhecidas entre os círculos sociais de Palm Beach e Nova York. Reiter descreveu a conversa como um reconhecimento de que o que Epstein fazia era um segredo aberto entre as elites sociais.

Além disso, Reiter revelou que Trump também se referiu a Ghislaine Maxwell, associada a Epstein, como uma “operativa” e a descreveu como “má”. Essa caracterização de Maxwell como uma figura central nos crimes de Epstein é significativa, especialmente considerando seu papel subsequente nos eventos que levaram a várias condenações e investigações em curso.

Detalhes da conexão entre Trump e Epstein

Embora Trump tenha se distanciado publicamente de Epstein em diversas ocasiões, suas declarações de 2006 sugerem uma familiaridade que contradiz seu relato posterior. Em anos mais recentes, ao ser questionado sobre Epstein, Trump alegou não ter mais contato com ele e negou ter conhecimento das alegações de abuso. Contudo, essa nova evidência levanta questões sobre a veracidade de suas afirmações e sua relação com os eventos que se desenrolaram desde então.

Após a prisão de Maxwell e as revelações sobre seu papel nos crimes de Epstein, Trump teve reações ambivalentes. Quando questionado sobre Maxwell em 2020, ele fez comentários que poderiam ser interpretados como uma defesa indireta, desejando-lhe “bem”. Essa postura tem causado indignação, especialmente entre críticos que acreditam que Trump deveria ter se distanciado mais claramente das atividades de Epstein e Maxwell.

Consequências e repercussões

As revelações sobre a relação de Trump com Epstein podem ter implicações significativas, tanto politicamente quanto socialmente. A aproximação de Trump com Epstein em eventos sociais, juntamente com a revelação de que ele tinha conhecimento dos crimes, sugere uma complexidade na narrativa que pode afetar sua imagem pública. Enquanto Trump tenta se distanciar do escândalo, a possibilidade de que ele tenha conhecimento prévio dos crimes de Epstein pode complicar suas interações políticas e sua base de apoio.

A situação também levanta questões sobre a administração atual e a forma como as investigações sobre Epstein e Maxwell estão sendo conduzidas. A transferência de Maxwell para uma instalação de segurança mínima foi amplamente criticada e levantou suspeitas sobre possíveis interferências. A liberação de documentos adicionais por parte do Departamento de Justiça ao longo de 2025 e início de 2026 continua a alimentar o debate público sobre a responsabilidade e a justiça em casos relacionados a abusos sexuais e tráfico de pessoas.

Conclusão

A revelação de que Trump sabia, há 20 anos, sobre os crimes de Epstein representa um ponto crítico na narrativa em torno de ambos os homens e suas interações. À medida que mais informações emergem, a pressão sobre Trump e sua administração deve aumentar, exigindo uma transparência maior em relação a conexões passadas e presentes com figuras controversas como Epstein e Maxwell.

Fonte: time.com

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