Com menos de dez meses para as eleições, Trump adota medidas de populismo econômico para tentar reverter baixa popularidade dos republicanos
Donald Trump muda política republicana para o populismo econômico, tentando recuperar apoio antes das eleições de meio de mandato.
A mudança para o populismo econômico republicano em meio à pressão eleitoral
Com menos de dez meses para as eleições de meio de mandato, o presidente Donald Trump busca fortalecer o populismo econômico republicano em resposta às críticas sobre a alta do custo de vida. O tema da “affordability” (acessibilidade financeira) tem sido central nos ataques dos democratas, que acusam Trump e seus aliados de não aliviar o peso das despesas para a população média. O presidente, que prometeu reduzir custos em seu segundo mandato, viu sua aprovação na economia despencar para 39%, segundo pesquisa recente. Essa mudança estratégica demonstra um movimento político para recuperar terreno antes do pleito.
Propostas populistas que desafiam o conservadorismo tradicional
Trump apresentou diversas propostas alinhadas ao populismo econômico republicano, como a limitação dos juros de cartões de crédito a 10% por um ano, a proibição de grandes fundos de private equity adquirirem residências e o veto a dividendos e recompra de ações em empresas de defesa. Essas medidas aproximam parte da agenda republicana de políticas típicas da esquerda progressista, incluindo iniciativas semelhantes às defendidas por figuras como a ex-vice-presidente Kamala Harris. O alinhamento com tais propostas busca responder às demandas populares por maior justiça econômica e fiscalização do mercado.
Dúvidas internas e críticas no Partido Republicano
Apesar do esforço, o populismo econômico republicano promovido por Trump não é unanimidade entre os parlamentares. Alguns deputados expressam receio de que as propostas se afastem dos princípios tradicionais do partido, classificando-as até como “discursos democratas”. Outros atribuem as medidas a tentativas de desviar a atenção dos problemas já existentes ou de encobrir o histórico do governo. A divisão interna reflete a tensão entre manter a base conservadora e ampliar apelo eleitoral diante do avanço democrata nas pesquisas.
Repercussões políticas e impacto nas eleições de 2026
O populismo econômico republicano surge como uma resposta à mensagem eficaz dos democratas sobre a crise de custos enfrentada pelos eleitores. Trump e seus aliados tentam apresentar uma agenda que reduza o preço dos bens e serviços, mas enfrentam o desafio de conquistar consenso no Congresso. A vantagem republicana na Câmara e no Senado é estreita, e a perda de cadeiras pode significar um enfraquecimento da influência do partido. A adaptação da estratégia econômica pode ser decisiva para o desempenho eleitoral e a capacidade de implementar políticas no próximo ciclo legislativo.
Tentativas de diálogo bipartidário e reações dos democratas
Além das propostas, Trump tem buscado contato com algumas lideranças democratas para avançar em medidas populistas que beneficiem a população, como a senadora Elizabeth Warren e o deputado Ro Khanna. Entretanto, líderes democratas permanecem céticos, atribuindo os problemas econômicos atuais às políticas de Trump e exigindo mudanças mais profundas. O cenário político evidencia um ambiente polarizado, onde o populismo econômico republicano é tanto uma ferramenta estratégica quanto uma incógnita quanto ao seu sucesso e aceitação.
O populismo econômico republicano liderado por Donald Trump representa uma tentativa ousada de reposicionar o partido frente às demandas contemporâneas, mas seu impacto real dependerá da adesão interna, da aprovação legislativa e da receptividade do eleitorado nas eleições de 2026.
Fonte: www.cnbc.com
Fonte: CNBC
