Trump anuncia interrupção de pagamentos a cidades santuário como Chicago

Agência

Medida visa pressionar estados e cidades que não colaboram com a imigração federal

Trump anunciou que o governo federal interromperá pagamentos a cidades santuário a partir de fevereiro.

Interrupção de pagamentos a cidades santuário

Na manhã de terça-feira, 10 de janeiro de 2026, o presidente Donald Trump fez um anúncio significativo em seu discurso ao Detroit Economic Club, em Michigan. Ele declarou que a partir de 1º de fevereiro, o governo federal interromperá os pagamentos financeiros destinados a cidades santuário, incluindo Chicago e outras cidades do estado de Illinois.

Trump justificou essa medida afirmando que as cidades santuário fazem o possível para “proteger criminosos às custas dos cidadãos americanos”. Essa ação é vista como uma extensão de sua política rigorosa em relação à imigração, que já enfrenta resistência em diversas localidades do país.

Reação das autoridades locais

A resposta imediata a essa declaração foi dada pelo prefeito de Chicago, Brandon Johnson, que criticou a decisão de Trump. Johnson afirmou que a interrupção de fundos por razões políticas é “blatantemente inconstitucional e imoral”, sinalizando que a cidade está pronta para enfrentar essa nova medida através de ações legais.

Além disso, o escritório do governador de Illinois, JB Pritzker, também deve se manifestar sobre a questão. A expectativa é que o estado busque maneiras de contestar a decisão do governo federal, especialmente considerando que uma decisão anterior já havia bloqueado tentativas da administração Trump de negar financiamento a cidades que limitam sua colaboração com as autoridades de imigração.

Contexto da medida

A política de cidades santuário tem sido um tema controverso nos Estados Unidos, com diversas cidades adotando essa postura para proteger imigrantes indocumentados de deportação. Tais políticas têm gerado um intenso debate sobre segurança pública e direitos humanos. A interrupção dos pagamentos federais é vista como uma tentativa de pressionar essas cidades a mudarem suas políticas em relação à imigração.

Possíveis desdobramentos legais

A interrupção dos pagamentos pode levar a uma série de batalhas legais. O prefeito Johnson já deixou claro que está preparado para lutar contra essa decisão, que ele considera não apenas injusta, mas também ilegal. A cidade de Chicago, assim como outros governos locais, pode argumentar que a medida prejudica os serviços públicos essenciais que dependem de financiamento federal.

Os impactos dessa decisão podem ser profundos, afetando não apenas o orçamento municipal, mas também a vida de milhares de imigrantes que residem em cidades que se identificam como santuários. À medida que a situação se desenvolve, as reações de outros estados e cidades que aderiram a essa política serão monitoradas de perto.

Implicações para a política nacional

A decisão de Trump de interromper os pagamentos a cidades santuário pode intensificar ainda mais a polarização em torno da questão da imigração nos Estados Unidos. Com as eleições se aproximando, essa questão deve se tornar um tema central nas campanhas políticas, com candidatos de ambos os lados destacando suas posições sobre imigração e segurança pública. À medida que a administração Trump continua a adotar uma postura agressiva contra as cidades santuário, a reação da população e das autoridades locais será crucial para determinar o futuro dessas políticas.

Fonte: abc7chicago.com

Fonte: Agência

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