Trump propõe limitar salários de executivos em empresas de defesa

/Evan Vucci

Ex-presidente dos EUA critica gastos excessivos e busca aumentar investimentos em infraestrutura

Em um movimento ousado, Trump sugere um teto de US$ 5 milhões para salários de executivos de empresas de defesa, visando redirecionar investimentos para infraestrutura.

Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos, lançou uma proposta controversa através de suas redes sociais, sugerindo que o governo imponha um teto salarial de US$ 5 milhões para executivos de empresas de defesa. A proposta surge em meio a críticas sobre o uso inadequado de recursos por parte dessas companhias, que, segundo ele, têm priorizado a distribuição de dividendos em detrimento de investimentos em infraestrutura e equipamentos.

Contexto da Proposta de Trump

Historicamente, a questão dos altos salários em empresas de defesa não é nova. Durante a administração de Barack Obama, houve um esforço para limitar a compensação de executivos, propondo um teto de US$ 400 mil. Na época, foi destacado que os salários dos executivos de empresas que recebem dinheiro do governo estavam atrelados a uma fórmula que se assemelha aos níveis de compensação dos principais CEOs do setor privado, que aumentaram mais de 300% desde 1995.

A proposta atual de Trump não apenas visa limitar os salários, mas também proíbe recompra de ações e dividendos enquanto as empresas não investirem em novos e modernos centros de produção. Ele afirmou que a indústria de defesa dos Estados Unidos, apesar de produzir alguns dos melhores equipamentos militares do mundo, está priorizando o retorno aos acionistas em vez de atender às necessidades do Departamento de Defesa (DoD).

Reações e Implicações da Medida

As reações à proposta de Trump foram variadas. Enquanto alguns especialistas em defesa apoiam a ideia de redirecionar investimentos para melhorar a capacidade de produção, outros questionam a legalidade de um decreto executivo que imponha tais restrições. Um especialista do setor, que preferiu não ser identificado, comentou que a lentidão no fornecimento de equipamentos pode ser frequentemente atribuída às exigências e processos do governo, e não apenas às empresas contratadas.

Além disso, Trump direcionou críticas específicas à Raytheon, agora rebatizada como RTX, afirmando que a empresa tem sido a menos responsiva às necessidades do DoD. Ele indicou que, caso a Raytheon não comece a investir em novas instalações e equipamentos, não terá mais a oportunidade de realizar recompra de ações, o que poderia afetar significativamente seus negócios com o governo.

A RTX, por sua vez, relatou que 54% de sua receita de US$ 80,8 bilhões em 2024 veio de contratos governamentais. As empresas do setor de defesa, como a RTX, são essenciais para a segurança nacional, fornecendo sistemas críticos como mísseis e radares de alerta antecipado.

O Futuro da Indústria de Defesa

Na sequência de sua proposta, Trump também instou o Congresso a aumentar o orçamento do DoD para US$ 1,5 trilhão no ano fiscal de 2027, argumentando que isso asseguraria a construção de uma força militar robusta e moderna. Ele acredita que os recursos gerados por tarifas comerciais poderiam viabilizar esse aumento significativo.

Com a solicitação de US$ 848,3 bilhões para o orçamento de 2026, que representa uma leve diminuição em relação ao ano anterior, as indústrias de defesa estão sob crescente pressão para melhorar sua eficiência e rapidez na entrega de produtos essenciais. As associações do setor, como o National Defense Industrial Association, não se manifestaram imediatamente sobre as recentes declarações de Trump, mas o debate sobre a viabilidade e a eficácia de suas propostas certamente continuará a repercutir no setor.

Fonte: federalnewsnetwork.com

Fonte: /Evan Vucci

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