O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, minimizou, no último domingo (13), uma reportagem que indicava que o Irã teria recebido imagens de satélite de uma base militar na Jordânia de entidades chinesas, antes de um ataque que resultou na morte de três militares americanos em julho. A informação foi divulgada por um artigo recente do Wall Street Journal, que citou autoridades dos Estados Unidos, que pediram para não serem identificadas.
Durante entrevista a repórteres a bordo do Air Force One, Trump foi questionado se abordaria o assunto em um encontro futuro com o presidente chinês, Xi Jinping. Em resposta, ele não comentou diretamente a questão, mas fez uma comparação entre as atividades de espionagem realizadas por China e Estados Unidos. "Eles basicamente fazem o que fazemos", afirmou Trump, acrescentando que ambos os países realizam atividades de espionagem.
Os dois líderes estão agendados para se encontrar nos Estados Unidos em 24 de setembro, embora a confirmação oficial da China sobre a reunião ainda não tenha sido divulgada. Trump também reforçou, em suas declarações, que acredita ter uma boa relação com Xi Jinping, ressaltando que ambos têm se comportado de forma razoável.
A reportagem do Wall Street Journal, que não pôde ser imediatamente verificada, indicou que as autoridades americanas não identificaram quais entidades chinesas forneceram as imagens ao Irã e não acusaram Pequim de um envolvimento direto no incidente. Os comentários do presidente americano parecem estar alinhados com os esforços recentes de seu governo para suavizar as tensões entre Washington e Pequim, apesar das preocupações dos Estados Unidos em relação aos laços estreitos entre Pequim e Teerã.
Desde o início do conflito entre Estados Unidos e a aliança entre Israel e Irã, em fevereiro, pelo menos 18 militares americanos foram mortos. A situação continua a ser monitorada de perto pelas autoridades americanas enquanto o cenário geopolítico se desenrola na região.