Presidente busca garantir exclusividade na transmissão do tradicional confronto militar contra jogos do College Football Playoff
Trump planeja ordem executiva para impedir jogos conflitantes com o clássico Army-Navy, protegendo a tradição e exclusividade do evento.
O presidente Donald Trump revelou em sua plataforma Truth Social, na noite de sábado, que pretende assinar uma ordem executiva para impedir que jogos de futebol americano profissional ou universitário coincidam com o tradicional confronto entre os times militares do Army e do Navy.
O último jogo entre as academias aconteceu no dia 13 de dezembro, com a vitória emocionante do Navy por 17 a 16. A partida foi realizada às 15h ET, enquanto o LA Bowl, que teve Washington vencendo o Boise State por 38 a 10, iniciou às 15h30. Essa coincidência foi incomum, já que tradicionalmente o Army vs. Navy é jogado após os jogos de campeonato das conferências e, historicamente, sem competir com outras partidas no mesmo horário.
Importância histórica e exclusividade do Army-Navy
Estabelecido como um evento anual ininterrupto desde 1930, o jogo entre Army e Navy simboliza patriotismo, coragem e honra, valores destacados por Trump em sua postagem. Ele enfatizou que essa tradição está ameaçada pela crescente popularidade e dinheiro envolvido nos jogos do College Football Playoff e outras partidas comerciais.
Ao afirmar que o segundo sábado de dezembro “pertence ao Army-Navy e somente ao Army-Navy”, Trump declarou que a ordem garantirá uma janela exclusiva de transmissão de quatro horas para o confronto, proibindo que outras partidas ou equipes invadam esse horário.
Implicações para a pós-temporada do futebol americano universitário
Embora o comunicado não esclareça se a ordem executiva abrangerá outros esportes além do futebol americano, a menção aos jogos da pós-temporada sugere que o foco principal são as partidas de futebol universitário. Atualmente, há propostas para expandir o College Football Playoff para 24 times, incluindo a possibilidade de antecipar o jogo Army-Navy para o primeiro sábado de dezembro, o que poderia gerar conflitos de agenda.
Poder e alcance das ordens executivas
Especialistas em direito constitucional apontam que uma ordem executiva possui força de lei dentro do poder executivo, podendo influenciar agendas e decisões administrativas. Trump, em seu segundo mandato iniciado em janeiro de 2025, tem utilizado amplamente esse instrumento, estabelecendo recordes no número de ordens emitidas nos primeiros 100 dias.
Embora ordens executivas possam ser mantidas ou revogadas por presidentes subsequentes, essa medida demonstra a prioridade política dada à preservação da tradição do Army-Navy.
Símbolo nacional e presença presidencial
O jogo entre Army e Navy transcende o esporte, sendo um símbolo da união e força das Forças Armadas dos Estados Unidos. Com a série histórica liderada pelo Navy por 64 vitórias, 55 derrotas e 7 empates, o confronto gera grande interesse nacional.
Donald Trump, que esteve presente no último jogo, ressaltou que, apesar da rivalidade dentro de campo, os jogadores são patriotas que defendem o país com coragem e determinação, justificando a necessidade de proteger essa tradição contra interesses comerciais e mudanças na programação esportiva.
Fonte: www.cbssports.com
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