Trump orienta companhias aéreas a evitarem espaço aéreo venezuelano

(Photo by Andrew Harnik/Getty Images)

Ex-presidente alerta sobre fechamento do espaço aéreo na Venezuela após aviso da FAA

Donald Trump orienta companhias aéreas a considerarem o espaço aéreo venezuelano fechado, reforçando alerta da FAA sobre riscos na região.

Trump enfatiza fechamento do espaço aéreo venezuelano após alerta da FAA

No dia 25 de novembro de 2025, Donald Trump alertou companhias aéreas para evitarem o espaço aéreo venezuelano, recomendando que considerem a região como totalmente fechada. A orientação do ex-presidente ocorre após a Administração Federal de Aviação (FAA) dos Estados Unidos emitir um aviso preocupante sobre a segurança na região. O alerta da FAA destaca uma “situação potencialmente perigosa” devido a um aumento significativo das atividades militares e interferências em sistemas de navegação no espaço aéreo sobre a Venezuela.

Trump, em uma postagem na plataforma Truth Social, dirigiu sua mensagem a pilotos, companhias aéreas, traficantes de drogas e pessoas envolvidas com tráfico de seres humanos, ressaltando a importância de evitar a região para garantir a segurança aeronáutica. A recomendação reforça a precaução necessária diante da situação tensa e dos riscos associados.

Avisos da FAA sobre riscos e interferências no espaço aéreo venezuelano

A FAA emitiu um comunicado formal destacando a necessidade de cautela por parte de operadores aéreos ao sobrevoar a região de informação de voo do Aeroporto Maiquetía, que serve a capital venezuelana Caracas. O alerta menciona que a situação de segurança está se deteriorando, com aumento da atividade militar na área, o que pode representar ameaças para todas as fases do voo, incluindo decolagem, sobrevoo e pouso.

Além disso, a FAA reportou um aumento na interferência nos sistemas globais de navegação por satélite (GNSS) desde setembro de 2025. Essa interferência pode afetar significativamente os equipamentos de comunicação, navegação e vigilância das aeronaves até 250 milhas náuticas da região, colocando em risco a segurança operacional dos voos.

Cancelamentos de voos e impacto para companhias aéreas

Em resposta ao alerta da FAA e à orientação de Trump, diversas companhias aéreas internacionais, como a espanhola Iberia, cancelaram seus voos para a Venezuela de forma indefinida. Desde 2019, os voos diretos de companhias americanas para o país sul-americano já estavam suspensos, mas rotas que cruzavam o espaço aéreo venezuelano ainda eram utilizadas por algumas empresas.

Com o agravamento da situação e os riscos identificados, as companhias vêm revendo suas rotas para garantir a segurança das operações aéreas e de seus passageiros. A recomendação é que operadores forneçam avisos prévios de pelo menos 72 horas à FAA antes de qualquer operação naquela região aérea.

Contexto geopolítico e preocupações de segurança na Venezuela

O aumento da atividade militar e das interferências em sistemas de navegação na Venezuela refletem tensões políticas e de segurança que impactam diretamente o tráfego aéreo internacional. A presença de equipamentos que podem interferir em sinais GNSS representa uma ameaça significativa para a navegação segura das aeronaves.

Além dos riscos técnicos, o espaço aéreo venezuelano é mencionado no contexto de operações ilegais, como tráfico de drogas e tráfico de pessoas, o que agrava a complexidade da situação. As autoridades internacionais e as companhias aéreas seguem monitorando de perto o desenvolvimento dos eventos para adequar suas medidas de segurança.

Consequências para o tráfego aéreo e perspectivas futuras

A orientação para evitar o espaço aéreo venezuelano tem impacto direto nas rotas utilizadas por companhias aéreas que conectam países da América do Sul e outras regiões. A necessidade de desviar voos pode aumentar custos operacionais e tempos de viagem.

A situação permanece incerta, e as autoridades de aviação continuam alertando para os perigos até que haja uma melhora nas condições de segurança. O cenário exige acompanhamentos constantes para garantir a proteção das operações e a integridade dos passageiros e tripulantes.

Fonte: www.foxbusiness.com

Fonte: Greg Norman

PUBLICIDADE

VIDEOS

Relacionadas: