Trump concede perdão a fraudadora da Flórida com histórico de reincidência

Julia Demaree Nikhinson/AP

Adriana Camberos, beneficiada por clemência no primeiro mandato, volta a ser perdoada após nova condenação por fraude

Trump concede perdão a Adriana Camberos, condenada novamente por fraude após clemência no primeiro mandato presidencial.

Donald Trump concedeu um perdão presidencial à Adriana Camberos, uma mulher da Flórida que voltou a ser condenada por fraude após já ter recebido clemência durante o primeiro mandato do ex-presidente.

Histórico da clemência e reincidência

Em 2021, pouco antes do fim da presidência de Trump, Adriana Camberos teve sua sentença reduzida por envolvimento num esquema ilegal com a comercialização da bebida energética 5-Hour Energy. Conforme as investigações, ela e alguns comparsas adulteravam as garrafas destinadas à revenda no México, aplicando rótulos falsificados e preenchendo-as com líquidos falsos antes da comercialização.

Em 2024, Camberos e seu irmão, Andres, foram novamente condenados em um caso distinto. Eles haviam mentido para fabricantes, afirmando que certos produtos alimentícios e outros seriam vendidos no México ou destinados a prisões e centros de reabilitação. Na prática, os irmãos comercializavam esses itens para distribuidores dentro dos Estados Unidos a preços maiores, configurando fraude e violação dos termos comerciais.

Série de perdões emitidos em janeiro de 2026

O perdão a Camberos foi um dos 13 concedidos por Trump em 15 de janeiro de 2026, acompanhados por oito comutações de pena. Entre os beneficiados estão figuras ligadas à política e negócios, como o pai de um grande doador ao super PAC do ex-presidente e Wanda Vázquez, ex-governadora de Porto Rico, que havia se declarado culpada por violação de financiamento de campanha.

Além desses, foi anunciado no dia seguinte o perdão a Terren Peizer, executivo ligado à empresa de saúde Ontrak, condenado por esquema de insider trading e multado em 5,25 milhões de dólares, com sentença de 42 meses de prisão.

Contexto político e impacto nas instituições

Esses atos refletem a contínua estratégia da administração Trump em seu segundo mandato para flexibilizar as normas de integridade pública, incluindo a demissão do advogado responsável por pedidos de perdão no Departamento de Justiça. Tais medidas têm gerado debates sobre o equilíbrio entre poder presidencial e responsabilidade jurídica.

Perspectivas e debates

A decisão de perdoar indivíduos com histórico de reincidência criminal levanta questionamentos sobre os critérios adotados para concessão de clemência e suas consequências para o sistema judiciário americano. Críticos apontam que essas ações podem enfraquecer o combate à corrupção e fraudes, enquanto apoiadores argumentam que o presidente exerce prerrogativa constitucional para corrigir injustiças.

Trata-se de um capítulo que evidencia os desafios da interseção entre política e justiça nos Estados Unidos, com repercussões que certamente serão acompanhadas de perto em 2026.

Fonte: www.theguardian.com

Fonte: Julia Demaree Nikhinson/AP

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