Trump propõe pagamentos diretos para custos de saúde e gera debate entre especialistas

CNBC

Plano de saúde de Trump sugere substituir subsídios federais por pagamentos diretos às famílias, mas especialistas alertam para possíveis impactos negativos

Trump propõe pagamentos diretos para saúde, substituindo subsídios federais, mas especialistas alertam sobre riscos de aumento no custo e no número de desprotegidos.

Contexto da proposta de pagamentos diretos para saúde apresentada por Trump

O ex-presidente Donald Trump revelou em 15 de janeiro de 2026 seu “Great Healthcare Plan”, que inclui a proposta de enviar pagamentos diretos para custos de saúde às famílias, em vez de continuar com os subsídios federais repassados às seguradoras. Trump pediu que o Congresso aprove rapidamente essa iniciativa. O plano surge num momento delicado, quando o Congresso debate a extensão dos subsídios aprimorados da Affordable Care Act (ACA), que expiraram no fim do ano anterior, elevando significativamente os prêmios de seguro para milhões.

Análise de especialistas sobre os possíveis impactos dos pagamentos diretos para saúde

Especialistas em políticas de saúde demonstraram ceticismo diante da proposta de pagamentos diretos para saúde. Gerard Anderson, professor da Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health, classificou a ideia como ruim, destacando a ausência de detalhes críticos, como critérios de elegibilidade e valores dos pagamentos. A falta dessas definições dificulta estimar a eficácia do programa. Anderson alertou que a substituição dos subsídios tradicionais por pagamentos diretos pode levar a um aumento no número de pessoas sem seguro e a uma elevação nos prêmios para os que permanecerem cobertos.

Desafios na implementação e uso dos pagamentos diretos para custos médicos

Nick Fabrizio, professor da Cornell University, enfatizou que, sem regras rígidas, os pagamentos diretos podem ser usados para fins não relacionados à saúde, a menos que funcionem como vouchers restritos. A proposta do plano de Trump também prevê medidas para aumentar a transparência de preços no sistema médico, o que poderia contribuir para a redução dos custos gerais. Ainda assim, a efetividade depende da forma como o programa será estruturado para assegurar que os recursos sejam destinados exclusivamente a despesas médicas.

Relação com as políticas atuais e impacto no mercado de seguros

O plano de Trump propõe o fim dos “bilhões em subsídios extras pagos por contribuintes” e seu redirecionamento em pagamentos diretos para que os americanos escolham seus próprios planos de saúde. No entanto, especialistas enfatizam que, se os valores desses pagamentos forem inferiores aos atuais subsídios da ACA, especialmente para faixas etárias mais velhas e pessoas com maior risco, muitos consumidores podem abandonar os seguros, pressionando para cima os custos para os que permanecerem.

Possíveis consequências econômicas e políticas do plano de saúde de Trump

A iniciativa de Trump chega em um momento em que os subsídios aprimorados da ACA, essenciais para a acessibilidade do seguro, não foram renovados, o que poderá dobrar os prêmios médios. Além disso, legisladores republicanos já propuseram contribuições limitadas para contas de poupança para saúde (HSAs), que não cobrem os custos com prêmios, o que pode não oferecer suporte suficiente aos consumidores. A ausência de definições claras e o potencial aumento do número de desprotegidos colocam dúvidas sobre o impacto real do plano na diminuição dos custos e ampliação da cobertura de saúde nos EUA.

Fonte: www.cnbc.com

Fonte: CNBC

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