Trump reabre área protegida para pesca comercial no Atlântico

Patrick Whittle, Associated Press Patrick Whittle, Associated Press

Decisão controversa marca uma nova fase nas políticas de conservação marinha.

Decisão de Trump reabre monumento marinho para pesca, desafiando conservacionistas.

A recente decisão do presidente Donald Trump de reabrir uma vasta área protegida no Atlântico para a pesca comercial não somente marca uma mudança significativa nas políticas ambientais dos EUA, mas também reacende um debate acirrado sobre conservação e exploração dos recursos marinhos. O Monumento Nacional dos Canyons e Seamounts, criado por Barack Obama, agora passa por uma nova fase de regulamentação que busca equilibrar os interesses da indústria pesqueira e a proteção dos ecossistemas marinhos.

O contexto da proteção marinha nos EUA

O Monumento Nacional dos Canyons e Seamounts, que abrange cerca de 5.000 milhas quadradas, foi implementado em 2016 para preservar habitats marinhos únicos, incluindo corais vulneráveis e ecossistemas ricos em biodiversidade. A criação dessa área foi um marco na tentativa de proteger os oceanos de práticas de pesca excessivas e da degradação ambiental. No entanto, a administração Trump sempre viu estas proteções como um entrave ao crescimento econômico, especialmente para os pescadores da costa leste dos EUA.

A decisão e suas implicações

Na sexta-feira, Trump formalizou sua decisão em um pronunciamento, alegando que a pesca comercial, quando gerida adequadamente, não prejudicará os interesses históricos e científicos da área. Ele argumentou que a reabertura do monumento apoiaria a vital indústria do lagosta do Maine, enfatizando que a acessibilidade à costa é crucial para os pescadores locais. Grupos de pesca, como a Atlantic Red Crab Company, expressaram apoio à decisão, afirmando que podem operar de forma sustentável dentro da área, o que pode aumentar a lucratividade após anos de restrições.

Reações e perspectivas futuras

Contrapondo-se, organizações ambientais, como a Oceana, criticaram veementemente a ação de Trump, afirmando que a reabertura da área para pesca representa uma ameaça direta à vasta gama de vida marinha que habita essas águas. Além disso, as consequências dessa mudança podem ecoar em outros monumentos marinhos, como o Pacific Islands Heritage Marine National Monument, onde ações semelhantes estão sendo contestadas judicialmente. A luta pela preservação ambiental e a exploração sustentável dos oceanos continua, com a expectativa de que futuras decisões políticas possam moldar o estado das nossas águas por anos vindouros.

Conclusão

A reabertura da área protegida para a pesca comercial sob a administração Trump reflete um conflito contínuo entre a conservação ambiental e os interesses econômicos. Enquanto os pescadores celebram a nova oportunidade, os conservacionistas se preparam para defender os habitats marinhos que estão sob risco. O resultado dessa batalha pode definir o futuro da política ambiental nos Estados Unidos e a saúde dos oceanos que sustentam uma diversidade rica de vida.

Fonte: www.pbs.org

Fonte: Patrick Whittle, Associated Press Patrick Whittle, Associated Press

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