Trump reage a morte durante operação contra imigrantes ilegais nos EUA

Daniel Torok/Official White House Photo

Presidente defende agentes federais e acusa autoridades locais de incitarem insurreição após incidente em Minneapolis

A morte de um homem durante ação contra imigrantes ilegais em Minneapolis gerou reação de Trump, que defende agentes federais e critica autoridades locais.

A morte de um homem durante uma operação contra imigrantes ilegais em Minneapolis, no dia 24 de janeiro de 2026, desencadeou uma nova escalada de tensão entre o governo federal dos Estados Unidos e líderes locais no estado de Minnesota. O episódio foi marcado por reações contundentes do presidente Donald Trump, que defendeu os agentes federais envolvidos e criticou duramente as autoridades municipais e estaduais.

Contexto da operação e reações oficiais

Segundo o Departamento de Segurança Interna dos EUA, o homem morto estaria armado com uma pistola calibre 9 milímetros e se aproximou dos patrulheiros da fronteira durante a ação. Ainda conforme o órgão, os agentes teriam reagido com tiros defensivos. No entanto, um vídeo gravado por testemunhas e analisado cuidadosamente por veículos de imprensa, como o The New York Times, apresenta uma narrativa distinta: o homem aparentemente segurava um telefone celular quando foi derrubado e baleado, contrariando a versão oficial da posse de arma.

A polícia de Minneapolis confirmou que a vítima era cidadão americano, residente local, e possuía autorização legal para porte de arma. Apesar disso, o governo federal insiste que ele carregava uma arma e dois carregadores no momento da abordagem. Estes fatos impulsionaram debates sobre o uso da força e a condução das operações de imigração.

Acusações de Trump e resposta das autoridades de Minnesota

Poucas horas após o ocorrido, Donald Trump utilizou sua rede social Truth Social para divulgar sua posição. Ele defendeu os agentes federais e questionou a ausência da polícia local durante a ação, responsabilizando o prefeito Jacob Frey e o governador Tim Walz por supostamente incentivarem uma insurreição com uma “retórica perigosa, arrogante e irresponsável”.

Trump também destacou que mais de 12 mil imigrantes ilegais foram presos em Minnesota nos últimos períodos, alegando que muitos tinham histórico de violência. O presidente cobrou o apoio das autoridades locais para proteger os oficiais do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA) durante as operações.

Em contrapartida, o governador Tim Walz classificou o tiroteio como “mais um ataque a tiros atroz” envolvendo agentes federais e ressaltou que o estado não aguenta mais esse tipo de ocorrência. Já o prefeito Jacob Frey pediu publicamente o fim das operações de imigração na cidade, convocando Trump a liderar essa medida para restaurar a paz.

Impactos e questionamentos

O episódio expõe o crescente conflito entre as políticas de imigração do governo federal e a postura de autoridades locais que buscam limitar ou controlar as ações do ICE em suas jurisdições. A morte do homem em Minneapolis reacende debates sobre os métodos utilizados nas abordagens, a transparência das operações e o respeito aos direitos civis.

Além disso, a divergência entre a versão oficial e imagens captadas por testemunhas cria um ambiente de desconfiança e exige investigações aprofundadas para esclarecer os fatos. A repercussão política do caso tende a influenciar as decisões futuras sobre a atuação do governo federal em solo local e pode agravar as tensões entre esferas governamentais.

O papel da opinião pública e próximos passos

As manifestações nas redes sociais e nos meios de comunicação refletem a polarização existente em torno das políticas migratórias nos EUA. Enquanto apoiadores do governo federal reforçam a necessidade de rigor no combate à imigração ilegal, representantes locais e grupos de direitos civis clamam por maior controle e responsabilidade nas operações.

É esperado que investigações oficiais avancem para apurar as circunstâncias do incidente, e que debates importantes sobre o equilíbrio entre segurança, legalidade e direitos humanos continuem a pautar o cenário político americano nas próximas semanas.

Fonte: baccinoticias.com.br

Fonte: Daniel Torok/Official White House Photo

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