Trump revoga convite do Canadá para conselho global da paz

World Economic Forum / Benedikt von Loebell

Polêmica decisão ocorre após anúncio da iniciativa que visa mediar conflitos internacionais

Trump revoga convite do Canadá para o Conselho da Paz, iniciativa que busca mediar conflitos como o da Faixa de Gaza, sem explicar motivos.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revogou o convite feito ao Canadá para integrar o recém-criado Conselho da Paz, conforme anunciado em 22 de janeiro de 2026. Essa decisão inesperada foi comunicada diretamente ao primeiro-ministro canadense, Mark Carney, por meio de uma carta oficial na qual Trump afirma que o Canadá está sendo “retirado do convite para participar em qualquer momento” do conselho.

Contexto do Conselho da Paz

O Conselho da Paz foi apresentado por Trump durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, um evento global que reuniu líderes mundiais para discutir temas econômicos e políticos. A iniciativa tem como objetivo declarado mediar conflitos internacionais, com atenção especial à Faixa de Gaza, região marcada por tensões históricas.

Esse novo organismo foi idealizado para funcionar como uma força global de dissuasão e mediação de conflitos, uma espécie de “polícia mundial” segundo a descrição oficial. No entanto, essa definição tem sido alvo de críticas por parte de especialistas e autoridades internacionais, que apontam para uma possível rivalidade com o papel tradicional exercido pelas Nações Unidas (ONU).

Reação diplomática e ausência de explicações

A carta enviada a Carney não traz detalhes sobre os motivos que levaram à retirada do convite, nem menciona divergências diplomáticas ou políticas entre os Estados Unidos e o Canadá. Essa ausência de justificativa oficial alimenta especulações sobre os bastidores da decisão e sobre o impacto nas relações bilaterais entre os dois países.

Composição e participação no conselho

Além do Canadá, outros líderes globais receberam convites para integrar o Conselho da Paz. Entre eles está o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, que ainda está avaliando a participação. O conselho terá como líder Donald Trump, que manterá um papel decisório central tanto sobre os membros quanto sobre as prioridades do grupo.

O comitê executivo inclui figuras influentes como o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair e Jared Kushner, genro e conselheiro de Trump. Essa composição reforça o caráter político e estratégico do conselho, demonstrando a intenção dos Estados Unidos de centralizar o comando da iniciativa.

Implicações para a ordem internacional

A criação do Conselho da Paz, e a retirada do convite ao Canadá, ilustram movimentações significativas na arena diplomática internacional. A iniciativa pode sinalizar uma tentativa dos Estados Unidos de liderar esforços de mediação e de influenciar diretamente a resolução de conflitos, especialmente em regiões sensíveis como a Faixa de Gaza.

Contudo, o movimento suscita dúvidas sobre a viabilidade e a aceitação global do conselho, especialmente diante das críticas de que ele poderia enfraquecer o papel da ONU e de outras instituições multilaterais consagradas.

A situação permanece em evolução, com a comunidade internacional observando atentamente os próximos passos e as respostas dos países envolvidos.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: World Economic Forum / Benedikt von Loebell

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