Trump se defende de decisões da Suprema Corte sobre tarifas comerciais

CNBC

Líderes estrangeiros reavaliam acordos e possíveis renegociações.

A Suprema Corte dos EUA reverteu a autoridade de Trump sobre tarifas, gerando incertezas nas negociações comerciais.

A recente decisão da Suprema Corte dos EUA, que declarou que o presidente Donald Trump ultrapassou sua autoridade ao impor tarifas sob a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA), trouxe confusão e incerteza para muitos acordos comerciais que haviam sido negociados. Durante seu discurso do Estado da União, Trump defendeu sua agenda tarifária, mesmo diante da nova realidade legal.

Contexto da Decisão da Suprema Corte

As tarifas impostas por Trump, que afetaram bens de praticamente todos os países, foram essencialmente baseadas em uma interpretação da IEEPA que agora foi questionada. O impacto imediato deste julgamento leva lideranças estrangeiras a reavaliar suas estratégias de negociação.

De acordo com Johannes Fritz, CEO da St.Gallen Endowment for Prosperity through Trade, os parceiros comerciais que haviam feito concessões com base nas tarifas IEEPA se encontram em uma posição delicada. “A base legal que fundamentava esses acordos não existe mais”, afirmou Fritz. O que se segue são incertezas sobre como a administração poderá estruturar novos acordos sob a Seção 301 ou outras autoridades legais.

Reações dos Líderes Estrangeiros

A reação de países como Índia e Japão tem sido de cautela. O ministro da Economia do Japão, Ryosei Akazawa, expressou preocupação em relação às tarifas universais de 10% e pediu que Washington não trate o Japão de maneira menos favorável do que no acordo anterior. A Índia, por outro lado, adiou um acordo comercial iminente e está esperando mais clareza sobre a nova situação tarifária.

A União Europeia, que já enfrentava dificuldades em suas negociações com os EUA, também manifestou suas preocupações. Bernd Lange, presidente do comitê de comércio internacional do Parlamento Europeu, notou que os EUA quebraram os termos do acordo comercial e que o bloco está pronto para retaliar se necessário.

O Caminho à Frente para os EUA

Com a decisão da Suprema Corte, o governo Trump deve explorar novos caminhos legais para preservar sua agenda comercial. A utilização de investigações da Seção 301 e a Seção 232 da Lei de Expansão do Comércio de 1962 estão sendo consideradas como opções para a imposição de novas tarifas. Contudo, a transição para um novo regime tarifário será gradual e pode levar tempo.

Embora Trump tenha advertido os países contra a desistência dos acordos, seus poderes de barganha e a dinâmica do comércio global estão em um estado de fluxo. A incerteza gerada pela decisão judicial continua a pesar sobre a economia global, enquanto os países tentam entender suas novas posições no tabuleiro comercial.

A percepção de que algumas nações, como o Brasil, podem ter evitado os efeitos adversos das tarifas iniciais, alimenta um clima de reavaliação das relações comerciais. Alicia Garcia Herrero, economista-chefe da Ásia-Pacífico na Natixis, sugeriu que países que não aceitaram reduções tarifárias podem agora se beneficiar.

À medida que a situação evolui, as nações permanecem em um estado de espera, avaliando suas opções para renegociar termos que foram prejudicados pela recente decisão da Suprema Corte.

Fonte: www.cnbc.com

Fonte: CNBC

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