Trump autoriza tarifas a países que fornecem petróleo a Cuba

World Economic Forum / Benedikt von Loebell

Medida visa pressionar o regime cubano e seus aliados

Trump assina ordem para impor tarifas sobre países que exportam petróleo para Cuba, em um movimento estratégico de pressão política.

O recente movimento do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao assinar uma ordem executiva que impõe tarifas sobre países que fornecem petróleo a Cuba, sinaliza uma escalada nas tensões entre Washington e Havana. A medida, que foi anunciada em um momento em que o governo dos EUA busca intensificar sua pressão sobre o regime cubano, é parte de uma estratégia mais ampla para confrontar o que Trump descreve como “depredações do regime comunista cubano”.

Contexto Histórico das Relações EUA-Cuba

As relações entre os Estados Unidos e Cuba têm sido historicamente conturbadas, especialmente após a Revolução Cubana de 1959, que trouxe Fidel Castro ao poder. Desde então, os EUA impuseram um embargo econômico à ilha, com o objetivo de desestabilizar o regime comunista. A política externa americana, nesse sentido, tem se concentrado em isolar Cuba, utilizando sanções econômicas como uma das principais ferramentas.

Nos últimos anos, houve tentativas de aproximação, especialmente durante o governo de Barack Obama, que buscou estabelecer um diálogo e normalizar as relações. No entanto, a administração Trump reverteu muitas dessas políticas, reforçando as sanções e adotando uma postura mais agressiva.

Detalhes da Nova Ordem Executiva

A nova ordem executiva, assinada em 29 de janeiro de 2026, declara um estado de emergência nacional e estabelece um sistema tarifário que pode afetar diretamente países que fornecem petróleo a Cuba, seja de forma direta ou indireta. O governo Trump afirma que a imposição de tarifas é uma resposta necessária para proteger os interesses e a segurança nacional dos EUA.

Além disso, a ordem dá ao governo americano a flexibilidade de rever as tarifas impostas, caso Cuba e seus aliados tomem “medidas significativas” em resposta às preocupações dos EUA. Este aspecto da ordem sugere que a administração está aberta a negociações, mas apenas sob condições específicas, que incluem alinhamento com os objetivos de segurança nacional e política externa dos EUA.

Consequências e Implicações Futuras

A imposição dessas tarifas poderá não apenas impactar a economia cubana, que já enfrenta dificuldades sob o embargo, mas também afetará as relações dos EUA com outros países que têm laços comerciais com Cuba. Na prática, isso poderá levar a um isolamento ainda maior da ilha, mas também poderá provocar reações adversas de países aliados a Cuba, como a Rússia e a China, que podem ver essa medida como uma agressão.

Adicionalmente, essa movimentação pode ter repercussões nas políticas energéticas da região, uma vez que muitos países da América Latina estão em busca de diversificar suas fontes de petróleo. A possibilidade de sanções pode levar esses países a reconsiderar suas relações comerciais com Cuba e, por extensão, com os EUA.

Conclusão

A ordem executiva de Trump destaca a continuidade de uma política externa que prioriza a pressão econômica como forma de influenciar regimes considerados hostis. O cenário político em torno de Cuba continua volátil, e as ações de Washington, especialmente neste contexto de tarifas, poderão moldar o futuro das relações na região. Enquanto isso, a população cubana e seus governantes devem se preparar para as consequências econômicas que essa nova medida pode trazer.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: World Economic Forum / Benedikt von Loebell

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