Presidente americano pressiona Havana em meio a tensões com a Venezuela
Trump faz exigência severa a Cuba, ameaçando cortar ajuda da Venezuela.
Trump ultimato Cuba: zero petróleo ou dinheiro
No último domingo (9 de janeiro), o presidente Donald Trump lançou um ultimato severo a Cuba, afirmando que a ilha receberá ‘zero’ petróleo ou dinheiro da Venezuela. A declaração foi feita em uma postagem nas redes sociais, onde Trump instou os líderes cubanos a ‘fazerem um acordo antes que seja tarde demais’. Essa ameaça sinaliza uma escalada significativa na retórica dos EUA em relação a Cuba, que tradicionalmente depende do petróleo venezuelano para sua economia.
Contexto das relações EUA-Cuba
A relação entre Cuba e Venezuela tem sido caracterizada por uma troca mútua de recursos, onde Cuba recebe petróleo subsidiado em troca de serviços médicos e de segurança. Nos últimos dias, a administração Trump intensificou as sanções contra o governo de Nicolás Maduro, o que pode impactar diretamente a economia cubana. Com a captura de cargamentos de petróleo e a pressão crescente sobre o governo venezuelano, a situação torna-se ainda mais delicada para Cuba.
A escalada das tensões
As recentes declarações de Trump não estão isoladas. Elas fazem parte de uma estratégia mais ampla para reconfigurar as dinâmicas de poder na América Latina, especialmente em resposta às políticas de engajamento do presidente Joe Biden. O ex-presidente Biden havia tentado suavizar as relações com Cuba, mas a abordagem de Trump reflete um retorno a uma política mais dura, que busca limitar as opções de apoio econômico a Havana.
O impacto na economia cubana
A ameaça de Trump de cortar o fornecimento de petróleo e dinheiro da Venezuela pode ter consequências devastadoras para a economia cubana, que já enfrenta desafios significativos. A dependência da ilha em relação ao petróleo venezuelano é profunda, e a interrupção desse fluxo poderia agravar a crise econômica que Cuba enfrenta atualmente. Além disso, Trump alegou que muitos operativos cubanos que atuavam na proteção do governo de Maduro foram mortos em um ataque recente, o que adiciona uma camada extra de tensão à situação.
O papel dos EUA
Trump também posicionou os EUA como novos protetores do governo de Maduro, o que pode alterar a percepção regional sobre a intervenção americana. A administração atual parece disposta a adotar uma postura mais agressiva em relação a Cuba e Venezuela, o que pode resultar em um aumento das hostilidades e uma maior polarização na região.
Conclusão
A situação entre os EUA e Cuba, com as novas ameaças de Trump, é um reflexo das complexidades geopolíticas na América Latina. À medida que o presidente americano continua a pressionar Havana, o futuro das relações entre os dois países permanece incerto e potencialmente conflituoso. A repercussão dessas ações será observada de perto, tanto em termos de política interna quanto na dinâmica regional.
Fonte: www.newsweek.com
Fonte: Presidente Donald Trump
