A base de Trump apoia sua abordagem em relação à Venezuela e captura de Maduro, dizem aliados

A captura de Maduro pelos EUA é celebrada por Trump, que afirma que sua base MAGA apoia suas ações. No entanto, surgem preocupações sobre o futuro da intervenção e suas consequências.

A recente operação dos Estados Unidos que resultou na captura de Nicolás Maduro é vista como uma vitória diplomática para o presidente Trump, revelando o apoio da sua base e a direção de sua política externa.

A recente operação dos Estados Unidos que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e a instalação de sua vice, Delcy Rodriguez, é celebrada pelo presidente Donald Trump como uma vitória em sua política externa. Em um momento onde a tensão geopolítica é alta, a ação não apenas reafirma o domínio dos EUA na região, mas também provoca questionamentos sobre até onde a base do “America First” está disposta a acompanhá-lo.

Contexto da Operação

Desde que Trump assumiu a presidência, sua retórica tem girado em torno de uma abordagem mais agressiva em relação à Venezuela, um país que ele considera uma ameaça à segurança nacional dos Estados Unidos. A operação, realizada por comandos especiais em Caracas, culminou na entrega de Maduro a autoridades americanas sob acusações de tráfico de drogas. Trump, em declarações a bordo do Air Force One, afirmou que os eleitores estão “entusiasmados” e descreveu a missão como “brilhante” e “taticamente” eficaz.

Essa ação está intimamente ligada ao que Trump chama de “Doutrina Donroe”, uma referência à antiga Doutrina Monroe que defendia a influência americana sobre a América Latina. Essa reinterpretação da política externa dos EUA visa restaurar a estabilidade na região, com Trump prometendo que os Estados Unidos “administrarão” a Venezuela, embora isso levante preocupações sobre uma possível ocupação e suas consequências.

Reação da Base MAGA

A base MAGA, conhecida por seu forte apoio a Trump, parece alinhar-se com suas ações em relação à Venezuela, por enquanto. Pesquisas recentes indicam que apenas 6% dos republicanos desaprovam a ação militar para remover Maduro, enquanto 65% apoiam um papel mais forte dos EUA na Venezuela. O ex-representante Matt Gaetz, um favorito entre os apoiadores de Trump, descreveu as ações do presidente como uma “reinvigoração da Doutrina Monroe”.

No entanto, a questão da duração e do custo da intervenção permanece no ar. Muitos apoiadores de Trump expressam que estão a favor da ação, desde que não resulte em uma ocupação prolongada ou em grandes baixas americanas. Um aliado próximo à Casa Branca comentou que a base permanecerá unida se a intervenção for rápida e não gerar um conflito prolongado, semelhante ao que aconteceu no Irã no verão passado, cujos impactos foram rapidamente esquecidos.

Controvérsias e Preocupações Futuras

Apesar do apoio, existem vozes críticas dentro do próprio movimento conservador. Algumas figuras destacadas, como a ex-representante Marjorie Taylor Greene, expressaram preocupações sobre a direção que a política externa de Trump está tomando, argumentando que esse tipo de intervenção é o que muitos apoiadores pensavam ter votado para acabar. Além disso, a ex-apresentadora Megyn Kelly comparou a cobertura da mídia sobre a intervenção com “propaganda russa”, alertando que as intervenções militares geralmente não terminam bem.

O secretário de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, evitou comentar sobre possíveis ações contra outros países, como a Colômbia, enquanto Trump continua a afirmar que os EUA não estão em guerra com a Venezuela. Entretanto, a retórica agressiva do presidente e suas ameaças de intervenções em várias nações da região aumentam as preocupações sobre uma escalada do conflito.

Conclusão

A captura de Maduro e a resposta da base MAGA revelam uma divisão na forma como a política externa de Trump é percebida. Enquanto muitos apoiadores celebram a ação como um passo positivo, a complexidade e os riscos associados a essa nova abordagem são evidentes. A dinâmica entre manter o apoio popular e evitar um envolvimento militar prolongado continua a ser um desafio significativo para a administração Trump à medida que busca afirmar a influência dos EUA em uma região tumultuada.

Fonte: www.nbcnews.com

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