O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) convocou uma reunião com diplomatas e embaixadores de diversos países para apresentar o funcionamento das urnas eletrônicas brasileiras. O evento está agendado para o dia 17 de agosto e ocorrerá no Supremo Tribunal Federal (STF). A iniciativa surge após o governo brasileiro ter negado vistos a dois representantes do governo dos Estados Unidos, que pretendiam realizar encontros no país, incluindo uma visita ao TSE.
A negativa de vistos foi motivada pela interpretação do governo brasileiro de que a tentativa de envio dos funcionários americanos configurava uma interferência externa e um questionamento sem fundamento sobre o sistema eleitoral nacional. Na sequência dessa decisão, o TSE anunciou a realização do encontro diplomático, que contará com a presença de representantes de várias embaixadas, não se restringindo apenas à embaixada dos EUA.
O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, que tem defendido a integridade das urnas eletrônicas em diversas ocasiões, se manifestou após Flávio Bolsonaro, do PL, ter levantado dúvidas sobre o sistema, utilizando informações de uma empresa venezuelana. Nunes Marques reafirmou a lisura do processo eleitoral brasileiro, enfatizando a segurança e confiabilidade das urnas.
Durante a reunião marcada para o dia 17, o TSE apresentará detalhes sobre o funcionamento das urnas eletrônicas e as medidas de segurança que são implementadas anualmente para garantir a integridade do sistema. Este ano, as urnas eletrônicas completam 30 anos de uso no Brasil, tendo sido utilizadas pela primeira vez nas eleições municipais de 1996.