Um ouro improvável que muda o lugar do Brasil nas Olimpíadas de Inverno

O Brasil conquistou em Milão-Cortina 2026 algo que durante décadas pareceu improvável: sua primeira medalha na história dos Jogos Olímpicos de Inverno. E ela já veio dourada.

Lucas Pinheiro Braathen venceu o slalom gigante do esqui alpino e colocou o país, pela primeira vez, no quadro de medalhas da competição.
O feito ultrapassa a dimensão nacional. Trata-se também da primeira medalha conquistada por um atleta da América do Sul em Jogos de Inverno.

A vitória foi construída de forma técnica e consistente. Braathen liderou após a primeira descida e manteve a vantagem na segunda para confirmar o ouro diante de adversários tradicionais da modalidade.

Sua trajetória ajuda a explicar o caráter singular da conquista. Nascido em Oslo, filho de pai norueguês e mãe brasileira, ele optou por representar o Brasil, mantendo vínculo cultural direto com o país.
Antes mesmo dos Jogos, já acumulava resultados expressivos na Copa do Mundo de esqui alpino, com pódios frequentes que o colocavam entre os principais nomes do circuito internacional.

O impacto simbólico é evidente. Na geografia tradicional dos esportes de inverno, dominada por países de clima frio, o ouro de Braathen representa uma ruptura de expectativa e amplia o alcance global dessas modalidades.

Mais do que uma medalha isolada, o resultado sugere uma mudança de percepção: o Brasil não apenas participou dos Jogos de Inverno. Pela primeira vez, foi protagonista.

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