A urgência de proteger mulheres e meninas no Reino Unido

Reflexões sobre o legado de Jeffrey Epstein e a necessidade de mudança

Jess Phillips clama por um compromisso real para combater a violência contra mulheres no Reino Unido após o caso Epstein.

Inevitavelmente, crises como a revelação dos abusos de Jeffrey Epstein trazem à tona a urgência de políticas eficazes para proteger mulheres e meninas no Reino Unido. Jess Phillips, MP e sub-secretária parlamentar para a proteção de mulheres e meninas, expressa sua indignação de que tais momentos de tragédia sejam cruciais para que as instituições tomem ações significativas. A história ensina que crises – sejam elas assassinatos horríveis ou escândalos políticos – são frequentemente utilizadas como oportunidades por ativistas para pressionar por mudanças. Essa vez, Phillips afirma que não devemos deixar que esse momento passe sem uma resposta robusta e duradoura.

A necessidade de mudança estrutural

A luta contra a violência de gênero no Reino Unido não deve ser uma reação a crises isoladas. Phillips critica a abordagem recorrente do governo, que muitas vezes ignora as demandas de proteção até que a situação se torne insustentável. O desafio, segundo ela, é desenvolver uma estratégia que não apenas responda à crise, mas que também promova mudanças profundas e duradouras nos sistemas de justiça, saúde e educação. A MP enfatiza que a segurança e o bem-estar das mulheres devem ser uma prioridade em todas as esferas do governo, não apenas na justiça criminal.

Portanto, a criação de políticas que previnam a violência deve ser a meta. Phillips argumenta que, embora a erradicação da violência de gênero seja um objetivo desejável, a verdadeira meta deve ser algo que possa ser medido e alcançado, como a redução pela metade da violência contra mulheres e meninas em uma década. Para isso, é essencial que todas as partes do governo estejam alinhadas e comprometidas com essa causa.

O impacto socioeconômico da violência

Os custos econômicos da violência doméstica são alarmantes, estimados em £89 bilhões apenas para o abuso doméstico, sem contar outras formas de violência. Isso significa que a inação não afeta apenas as vítimas, mas também compromete o progresso em outras áreas políticas e sociais. Phillips salienta que se trata de uma questão que transcende a proteção feminina, afetando o desenvolvimento econômico e a produtividade do país.

Assim, a MP propõe que o setor de saúde, assim como as escolas, deve assumir a responsabilidade de responder a esses problemas de maneira eficaz e preventiva. A educação pode desempenhar um papel crucial na prevenção do ciclo de abuso, preparando as futuras gerações para romper esse padrão.

A responsabilidade contínua do governo

O caso de Epstein não deve ser visto como um evento isolado, mas como um catalisador para um movimento mais amplo de reforma. Phillips reafirma seu compromisso com a responsabilização dos abusadores e a proteção das vítimas. Ela ressalta que é fundamental que a legislação evolua para proteger as mulheres de formas contemporâneas de abuso, incluindo o uso de imagens íntimas para coerção e manipulação.

É evidente que a luta contra a violência de gênero no Reino Unido requer um esforço contínuo e uma estratégia de longo prazo. Jess Phillips expressa sua determinação em garantir que o foco na proteção das mulheres e meninas não diminua após o clamor público, mas sim se transforme em um compromisso duradouro que realmente faça a diferença na vida das vítimas.

Conclusão

A mensagem de Jess Phillips é clara: as vítimas de Jeffrey Epstein e todas as mulheres e meninas merecem mais do que palavras. Elas exigem mudanças reais e duradouras nas políticas e práticas que afetam suas vidas. O momento de agir é agora, e a responsabilidade de criar um futuro mais seguro recai sobre todos nós.

Fonte: www.theguardian.com

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