O USS Honduras navega novamente sob Trump

Análise da relação entre EUA e Honduras sob a nova presidência

A nova presidência de Nasry Asfura em Honduras reflete os interesses dos EUA sob Trump.

A relação entre os Estados Unidos e Honduras, frequentemente marcada por intervenções e manipulações, ganha novos contornos com a ascensão de Nasry Asfura à presidência do país centro-americano. O novo líder, apoiado por Donald Trump, reflete um retorno a práticas de controle e influência dos EUA na região, que remontam à era da Guerra Fria.

A Influência Histórica dos EUA em Honduras

Historicamente, Honduras tem sido vista como um “banana republic” — um país cujas políticas são frequentemente moldadas por interesses corporativos e intervenções estrangeiras. O apoio dos EUA a regimes autoritários no país, especialmente durante as décadas de 1980 e 1990, ajudou a estabelecer um ciclo de violência e instabilidade. Naquele período, o país se tornou uma base para operações militares e políticas dos EUA contra movimentos esquerdistas na América Central, culminando em uma série de golpes e intervenções que moldaram a política hondurenha de maneira indelével.

O Novo Capítulo com Asfura

Com a eleição de Asfura, as promessas de combate ao narcotráfico e à migração irregular foram rapidamente acompanhadas pela assinatura de acordos que ecoam as práticas do passado. Trump, ao receber Asfura em Mar-a-Lago, destacou uma relação pessoal e política que tem o potencial de reverter avanços democráticos e sociais no país. O perdão concedido a Juan Orlando Hernandez, ex-presidente hondurenho condenado por narcotráfico, reflete uma continuidade perigosa na política dos EUA, onde alianças são frequentemente priorizadas em detrimento da justiça e da democracia.

O Futuro da Relação EUA-Honduras

A ascensão de Asfura pode indicar um aprofundamento da influência dos EUA na política hondurenha, especialmente na implementação de políticas que favorecem o capital estrangeiro em detrimento dos direitos humanos e da justiça social. Com a retórica de Trump reafirmando a necessidade de controle sobre a imigração, o futuro representa um campo fértil para a intensificação da violência e repressão no país. As promessas de desenvolvimento econômico sob a nova administração podem mascarar a continuidade das antigas práticas de opressão.

Conclusão

Assim, a relação entre os EUA e Honduras sob a presidência de Asfura não é apenas uma reedição de velhos padrões, mas um retorno a uma era em que as intervenções americanas eram comuns e muitas vezes catastróficas. À medida que o USS Honduras navega novamente em águas conhecidas, a esperança de um futuro diferente se desvia cada vez mais, enquanto interesses corporativos e políticos dominam a narrativa.

Fonte: www.aljazeera.com

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