Estudo revela efeitos positivos da imunização no combate ao câncer
Estudo revela que vacinas contra HPV reduzem infecções até entre não vacinados, com 71,6% de queda em infecções específicas.
Um estudo recente revela que as vacinas contra o papilomavírus humano (HPV) podem diminuir drasticamente as infecções que causam câncer de colo do útero, mesmo entre as pessoas não vacinadas. A pesquisa foi realizada por instituições nas universidades de Cincinnati e Indiana, nos Estados Unidos, e publicada na revista JAMA Pediatrics nesta segunda-feira (29/9).
Efeito da vacinação
Os cientistas observaram que, com altas taxas de cobertura vacinal, o vírus circula menos, proporcionando proteção indireta até para aqueles que não foram vacinados. Este efeito, conhecido como imunidade de rebanho, não diminui a importância da vacinação ativa. Entre os participantes do estudo, foram analisados dados de 2.335 mulheres com idades entre 13 e 26 anos, focando em aquelas com maior risco de infecção por HPV devido a múltiplos parceiros sexuais ou histórico de infecções sexualmente transmissíveis.
Resultados da pesquisa
Os dados mostraram que a taxa de infecções por HPV caiu 98,4% entre as vacinadas com a vacina bivalente, 94,2% entre as com a tetravalente e 75,7% para as que receberam a vacina nonavalente. Embora a nonavalente tenha mostrado uma redução menos acentuada, a autora principal do estudo, Jessica Kahn, destacou que isso pode ser resultado da adesão mais lenta à vacina. Além disso, entre os não vacinados, as infecções por HPV 16 e 18 caíram 71,6%.
Desafios e preocupações
Apesar dos resultados promissores, os cientistas expressaram preocupação com a baixa adesão à vacina em países em desenvolvimento. Jessica Kahn enfatiza a necessidade de expandir a aceitação da vacina e garantir acesso a triagem e tratamento, visando a eliminação do câncer de colo do útero globalmente. Com a vacinação em alta, o mundo pode alcançar uma das maiores vitórias de saúde pública deste século.
