Vacinação em pacientes com câncer reduz internamentos e mortalidade

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No Dia Nacional da Imunização, celebrado em 9 de junho, o IOP (Instituto de Oncologia do Paraná) alerta para a importância da atualização do calendário vacinal durante o acompanhamento oncológico

 

 

A vacinação é uma das estratégias mais importantes para proteger pacientes com câncer contra infecções que podem comprometer o tratamento e agravar o quadro clínico. No Dia Nacional da Imunização, celebrado em 9 de junho, o IOP (Instituto de Oncologia do Paraná) alerta para a importância da atualização do calendário vacinal durante o acompanhamento oncológico.

A primeira vacina aplicada no Brasil chegou em 1804, voltada à prevenção da varíola. Mais de dois séculos depois, a imunização continua sendo essencial, especialmente para pessoas com doenças que afetam o sistema imunológico, como o câncer.

Pacientes oncológicos têm maior probabilidade de desenvolver um quadro de imunocomprometimento grave. As infecções contribuem significativamente para a morbidade e mortalidade, pois podem atrasar ou até impedir a realização do tratamento antineoplásico adequado e de procedimentos cirúrgicos.

Entre as doenças preveníveis por vacina, destacam-se a influenza e a doença pneumocócica. Para pacientes com câncer, o risco de desenvolver a forma invasiva da doença pneumocócica é até 12 vezes maior, chegando a 23 vezes mais em pessoas que utilizam medicamentos imunossupressores. Já em relação à influenza, o risco de hospitalização é quatro vezes maior quando comparado à população em geral.

Estudos mostram ainda que a vacinação pode proporcionar uma redução relativa de 58% na mortalidade de pacientes vacinados com tumores sólidos ou malignidades hematológicas.

Segundo o oncologista clínico do IOP, Dr. Luís Felipe Matiusso de Souza, a imunização deve ser tratada como parte do cuidado integral ao paciente com câncer. “A cobertura vacinal faz parte do cuidado do paciente oncológico. O nível de imunocomprometimento determina a resposta vacinal, mesmo assim, sempre há benefício. Cada paciente deve conversar com seu médico e verificar as precauções ou contraindicações em determinados casos. Vale ressaltar que eventos adversos pós-vacina não são comuns de acontecerem, exceto para vacinas de bactéria ou vírus vivos atenuados”, explica.

O especialista destaca que o ideal é que o paciente atualize o calendário vacinal antes do início da quimioterapia, radioterapia ou outros tratamentos oncológicos, garantindo melhor resposta imunológica e maior proteção durante o período de maior vulnerabilidade.

Além disso, familiares e pessoas que convivem com o paciente também devem manter a vacinação em dia, contribuindo para reduzir os riscos de transmissão de doenças infecciosas.

As recomendações da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) e da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) orientam que vacinas com vírus vivos atenuados sejam aplicadas em períodos específicos para pacientes com tumores sólidos:

Até 30 dias antes do início da quimioterapia;

Três meses após o término da quimioterapia;

Três meses após o término da radioterapia;

Seis meses após a suspensão de medicamentos biológicos depletores de linfócitos B — para os demais imunobiológicos, o prazo é de três meses.

O acompanhamento individualizado com a equipe médica é fundamental para avaliar quais vacinas são indicadas em cada etapa do tratamento oncológico, considerando o tipo de câncer, o grau de imunossupressão e as condições clínicas do paciente.

 


Fonte: Assessoria de Imprensa. / Foto: Magnific.

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