Valor da produção pecuária atinge R$ 141,2 bilhões em 2025, apesar de queda no rebanho bovino

A produção pecuária brasileira atingiu a marca de R$ 141,2 bilhões em 2025, estabelecendo um novo recorde na série histórica e apresentando um aumento de 6,2% em comparação a 2024. A informação foi divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) na Pesquisa da Produção da Pecuária Municipal.

Os produtos de origem animal representaram a maior parte desse valor, somando R$ 128 bilhões, o que equivale a um crescimento de 5,6%. A aquicultura também apresentou resultados positivos, alcançando R$ 13,2 bilhões, com uma alta de 12,5%.

Dentre os produtos, o leite de vaca destacou-se com a maior participação, totalizando R$ 89,5 bilhões, o que corresponde a 63,4% do valor total. Em seguida, estão os ovos de galinha, que geraram R$ 36,4 bilhões, representando 25,8% do total, e o mel, que somou R$ 1,2 bilhão, ou 0,9%.

No entanto, o rebanho bovino brasileiro enfrentou uma redução de 1,7% em 2025, caindo para 234,3 milhões de cabeças. Essa queda marca o segundo ano consecutivo de diminuição, sendo o menor efetivo desde 2022, quando o país contava com 234,9 milhões de bovinos. O IBGE atribui essa diminuição ao aumento nos abates, especialmente de fêmeas, observados nos últimos quatro anos.

A região Centro-Oeste continua a ser a mais representativa em termos de rebanho, com 72,2 milhões de cabeças, o que equivale a 30,8% do total nacional. Contudo, essa região também registrou uma queda de 3,7% no efetivo, sendo a terceira consecutiva. O Norte possui 63,4 milhões de bovinos, apresentando uma redução de 1,8%. No Sudeste, o rebanho diminuiu 1,0%, totalizando 37,3 milhões, enquanto o Sul teve uma queda de 1,7%, com 24,1 milhões de cabeças. Por outro lado, o Nordeste foi a única região a registrar um aumento no rebanho, com um crescimento de 2,2%, somando 37,3 milhões de bovinos.

Entre os municípios, São Félix do Xingu (PA) lidera a criação de bovinos, com 2,7 milhões de animais, o que representa 1,2% do total nacional. Corumbá (MS) segue na segunda posição, com 2,2 milhões, seguido por Porto Velho (RO) com 1,7 milhão, Cáceres (MT) com 1,4 milhão e Marabá (PA) com 1,3 milhão.

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