Análise do cenário e tendências do setor sob a perspectiva de Luciana Medeiros, sócia da PwC Brasil
Em entrevista exclusiva, Luciana Medeiros, da PwC Brasil, discute as novas avenidas de crescimento para o varejo em 2026, abordando a influência da inteligência artificial e as expectativas de consumo.
O varejo brasileiro enfrenta um cenário repleto de oportunidades e desafios em 2026. Em uma entrevista com Luciana Medeiros, sócia e líder da indústria de Varejo e Consumo da PwC Brasil, foram discutidos os fatores que podem influenciar o setor neste ano.
Cenário do Varejo em 2025 e Expectativas para 2026
Em 2025, o varejo operou sob um “otimismo cauteloso”, com juros elevados e inflação persistente que tornaram os consumidores mais seletivos. Luciana destaca que, apesar das dificuldades, alguns segmentos, como saúde e bem-estar, se destacaram, impulsionados por tendências como a cultura wellness. A reforma tributária e sua adaptação pelos varejistas também foram temas relevantes.
Para 2026, as expectativas são animadoras. A chegada de eventos como a Copa do Mundo e uma possível queda nas taxas de juros podem impulsionar o consumo. Luciana acredita que o equilíbrio entre crescimento e eficiência operacional será fundamental para o sucesso das empresas. O ano também trará desafios, como tensões políticas e econômicas, exigindo criatividade e persistência dos executivos.
Novas Avenidas de Crescimento e Inovação
Luciana menciona que o varejo deve explorar novas avenidas de crescimento, como RetailMedia, monetização de dados, e parcerias estratégicas. A digitalização e a automação são vistas como essenciais para otimizar operações. O uso da inteligência artificial (IA), que deve se tornar um padrão, permitirá uma gestão mais eficaz de estoques e personalização das experiências de compra.
As plataformas de marketplace continuam a ganhar relevância, oferecendo conveniência ao consumidor, que busca agilidade e confiança. Embora o varejo físico enfrente desafios, ele ainda se mantém como um canal fundamental, adaptando-se para desempenhar novos papéis logísticos e relacionais.
ESG e Sustentabilidade no Varejo
A implementação de práticas de ESG (ambientais, sociais e de governança) está se tornando uma exigência fundamental. Luciana observa que, embora o setor tenha avançado, é necessário um maior aprofundamento e integração dessas práticas ao longo da cadeia de valor. O varejo está sob pressão para equilibrar crescimento e impacto socioambiental, tornando o ESG um fator competitivo em vez de uma mera opção.
O futuro do varejo brasileiro, segundo Luciana, dependerá da capacidade de inovar comercialmente enquanto se mantém a excelência operacional. A digitalização inteligente e uma jornada de compra omnichannel são tendências que devem ser aceleradas, alinhando-se a preocupações crescentes com saúde, segurança alimentar e sustentabilidade.
Com uma visão clara e estratégica, o varejo pode não apenas sobreviver, mas prosperar em um ambiente em constante mudança, preparando-se para um 2026 repleto de novos desafios e oportunidades.
Fonte: brazileconomy.com.br
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