Delcy Rodríguez afirma que país é vítima de ataque internacional
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirma que o país foi alvo de agressão internacional e pede a libertação de Nicolás Maduro, recentemente capturado.
A recente declaração de Delcy Rodríguez, presidente interina da Venezuela, trouxe à tona uma nova fase de tensão nas relações entre o país e os Estados Unidos. Em uma entrevista realizada no dia 6 de janeiro, Rodríguez afirmou que a Venezuela não está em guerra, mas que foi alvo de uma agressão ilegal do ponto de vista internacional. Essa retórica defensiva reflete uma tentativa de reforçar a imagem de um país que se vê como uma vítima de ataques externos, particularmente por parte das autoridades norte-americanas.
Contexto da Agressão e as Acusações
As tensões entre a Venezuela e os Estados Unidos não são novas. Desde a ascensão de Nicolás Maduro ao poder, as relações se deterioraram, culminando em sanções e acusações mútuas. As autoridades americanas alegam que Maduro liderou uma organização criminosa responsável pelo tráfico de drogas e crimes relacionados ao narcoterrorismo. As acusações, que incluem membros do alto escalão do governo venezuelano, como Diosdado Cabello e Cilia Flores, resultaram em ordens de prisão e um clima de hostilidade crescente.
Rodríguez, ao enfatizar que a Venezuela é uma nação pacífica, sugere que a reação do país se baseia na necessidade de defender sua soberania e dignidade. Essa defesa da paz é uma estratégia que visa galvanizar a população em torno do governo, enquanto critica a intervenção externa. A presidente interina não hesitou em considerar Maduro como um “herói”, reiterando a necessidade de resgatar tanto ele quanto sua esposa, Cilia Flores, que foram capturados no último sábado por forças americanas e levados para Nova York.
Reação Internacional e Mobilização
A resposta de Delcy às ações dos Estados Unidos foi clara: a Venezuela espera apoio internacional contra o que considera uma agressão armada unilateral. No Conselho de Segurança da ONU, Rodríguez apresentou um forte discurso, alegando que diversos países condenaram as ações americanas. Essa tentativa de mobilizar a comunidade internacional é uma estratégia crucial, visto que a Venezuela busca legitimar sua posição no cenário global e angariar aliados que possam oferecer suporte diplomático e político.
As declarações de Donald Trump, que insinuaram uma influência direta sobre as decisões venezuelanas, foram prontamente desmentidas por Rodríguez, que reafirmou a autonomia do governo venezuelano. Essa insistência em que a Venezuela não está sob controle externo reflete uma tentativa de reforçar a soberania nacional em um momento crítico.
Com a captura de Maduro, a Constituição venezuelana prevê que a vice-presidência seja assumida por Delcy Rodríguez, que agora exerce a função de presidente interina. Essa transição de poder, que deverá durar 90 dias, é vista como uma oportunidade para garantir a continuidade administrativa e a defesa institucional em um período de incerteza.
Conclusão
A situação na Venezuela continua a ser complexa, com os desafios internos e externos se entrelaçando. A retórica de Delcy Rodríguez, focada na defesa da soberania e na condenação das ações dos Estados Unidos, é uma estratégia que busca não apenas manter a unidade nacional, mas também fortalecer a posição da Venezuela no cenário internacional. Enquanto isso, a libertação de Nicolás Maduro e Cilia Flores permanecerá como um ponto central de mobilização política e social no país.
Fonte: baccinoticias.com.br
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