Venezuela enfrenta crises de saúde após terremotos, alerta Opas

A Venezuela enfrenta sérios riscos à saúde da população após os dois terremotos que devastaram a costa norte do país no mês passado. O alerta foi feito por Jarbas Barbosa, diretor da Opas (Organização Pan-Americana da Saúde), que destacou a superlotação nos abrigos e a falta de acesso a água potável como as principais preocupações.

Em uma teleconferência com jornalistas, Barbosa mencionou que a organização está colaborando com o Ministério da Saúde da Venezuela para monitorar possíveis surtos de doenças respiratórias e digestivas, especialmente nas áreas de abrigo para aqueles que perderam suas casas. Essa situação se agrava pela interrupção do atendimento médico regular, que já era problemático antes dos terremotos.

Além das questões de saúde imediatas, Barbosa ressaltou a importância de garantir o acesso a vacinas, uma vez que as taxas de imunização na Venezuela já eram insuficientes antes do desastre. O sistema de saúde do país já enfrentava dificuldades devido à crise econômica prolongada, o que torna a situação ainda mais delicada.

Os dados mais recentes do governo venezuelano indicam que o número de mortos em decorrência dos terremotos subiu para 3.811. Além disso, foram registrados 16.740 feridos, e o total de pessoas desabrigadas chegou a 17.907. Esses números refletem a gravidade da catástrofe e a necessidade urgente de assistência humanitária.

A atual crise na Venezuela, exacerbada pelos terremotos, transforma a região turística do país em uma verdadeira “zona de guerra”, onde a população enfrenta desafios extremos para garantir a sobrevivência e a saúde. A Opas continua a trabalhar para mitigar os efeitos dessa emergência, enquanto a situação se torna cada vez mais crítica.

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