Venezuela libera 80 presos políticos após prisão de Maduro

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

Libertação faz parte de um movimento maior no país após mudanças políticas recentes

Venezuela libera 80 presos políticos neste domingo, após prisão do presidente Nicolás Maduro nos EUA.

Neste domingo, 25 de janeiro de 2026, a Venezuela liberou 80 presos políticos, segundo informações da ONG Foro Penal, que monitora detenções no país. A libertação acontece em um contexto de instabilidade política, após a prisão do presidente Nicolás Maduro pelo governo dos Estados Unidos no início do mês. A keyphrase “Venezuela libera 80 presos políticos” reflete esse importante movimento.

Contexto da libertação

A prisão de Maduro em 3 de janeiro provocou a queda do regime vigente, com Delcy Rodríguez assumindo interinamente o governo. Em consequência, uma série de medidas foram tomadas para liberar os detidos considerados presos políticos. Desde dezembro, o governo venezuelano afirma ter solto 626 presos políticos, mas a ONG Foro Penal contesta esse número, contabilizando aproximadamente metade das liberações.

Esforços de monitoramento da ONG Foro Penal

O advogado da ONG, Gonzalo Himiob, destacou que o processo de verificação das solturas é complexo e meticuloso, envolvendo a autorização dos próprios libertados para divulgação dos dados. O trabalho segue concentrado em identificar outras pessoas ainda detidas que possam ser beneficiadas pelas novas medidas. Até antes deste domingo, o Foro Penal havia confirmado 156 libertações desde o início de janeiro.

Casos emblemáticos

Entre os libertados está o advogado da própria ONG, Kennedy Tejeda Jiménez, preso desde agosto de 2024. Sua soltura foi autorizada pela presidente interina Delcy Rodríguez, que tem reunião marcada para segunda-feira (26/1) com o alto-comissário da ONU, Volker Türk, para tratar de questões relacionadas.

Implicações políticas

A libertação dos presos políticos sinaliza uma possível mudança na dinâmica política venezuelana após eventos recentes. A atuação do governo interino e as respostas internacionais, como a participação da ONU, indicam um esforço para redirecionar o país após um período marcado por conflitos e prisões arbitrárias.

Desafios na transparência dos números

Apesar dos anúncios oficiais, há divergências entre os dados do governo e da ONG Foro Penal, que atua diretamente na fiscalização das detenções. Essa discrepância aponta para desafios na transparência e na comunicação sobre a real situação dos presos políticos na Venezuela, tema que permanece sensível e de grande relevância para a comunidade internacional.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

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