Venezuela sinaliza abertura para relações energéticas com condições

Venezuelan National Assembly/Anadolu via Getty Images

Delcy Rodríguez apresenta propostas após captura de Maduro

A Venezuela, sob a liderança de Delcy Rodríguez, busca firmar relações energéticas internacionais, mas com condições claras e benefícios mútuos. A declaração surge após a captura de Nicolás Maduro e novos desdobramentos com os EUA.

A Venezuela está dando sinais de que pretende se abrir para relações energéticas com o mundo, mas com condições claras que garantam benefícios a todas as partes envolvidas. Essa declaração foi feita pela presidente interina Delcy Rodríguez no Palácio Miraflores e marca um novo capítulo nas relações com os Estados Unidos, especialmente após as declarações de Donald Trump sobre o petróleo venezuelano.

Contexto das Relações Energéticas

A situação política na Venezuela se intensificou com a recente captura de Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, por forças americanas. Maduro, que governou o país por mais de 20 anos, é acusado de comandar uma rede criminosa voltada para o tráfico de cocaína e enfrenta diversas acusações, incluindo narcoterrorismo e lavagem de dinheiro. As novas autoridades, lideradas por Delcy, tentam redefinir a postura do país em relação ao exterior, enquanto lidam com as consequências da crise econômica e a pressão internacional.

Delcy Rodríguez enfatizou que o interesse dos EUA em estabelecer relações comerciais é, na sua essência, motivado pelo petróleo, ressaltando a riqueza energética da Venezuela como um alvo de disputas internacionais. Ela descreveu a captura de Maduro como uma “mancha histórica” nas relações entre os dois países e alertou que a cooperação deve ser pautada por respeito mútuo e não por imposições.

Desdobramentos e Desafios

A abertura ao diálogo econômico com os EUA surge em um momento crítico, onde o país busca reerguer sua economia devastada por anos de crise. Trump anunciou a intenção de enviar entre 30 a 50 milhões de barris de petróleo venezuelano para os EUA, com a promessa de que a receita gerada ajudaria a estabilizar a economia local. Contudo, Delcy deixou claro que qualquer acordo deve ser equitativo, evitando que a Venezuela se torne uma mera fonte de recursos para outros países.

Além disso, Delcy enfrenta uma pressão interna significativa, com a população venezuelana clamando por mudanças e maior estabilidade política. A presidente interina está negociando diretamente com Marco Rubio, secretário de estado dos EUA, para garantir que a cooperação não resulte em intervenções militares adicionais até que uma democracia seja restabelecida no país. A situação continua a evoluir, e a comunidade internacional observa atentamente os próximos passos da Venezuela sob a liderança de Delcy.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: Venezuelan National Assembly/Anadolu via Getty Images

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