ventos cósmicos a 1,1 milhão de mph percorrem ‘superestrada magnética’ em galáxias colidindo

the James Webb Space Telescope

Descobertas sobre Arp 220 revelam a influência da magnetismo na formação estelar.

Estudo sobre Arp 220 revela ventos galácticos a 1,1 milhão de mph, impulsionados por campos magnéticos organizados.

O estudo de Arp 220, uma galáxia ultraluminoso localizada a cerca de 250 milhões de anos-luz da Terra, revelou um fenômeno surpreendente: ventos galácticos que atingem a velocidade de 1,1 milhão de milhas por hora (aproximadamente 500 quilômetros por segundo). Essa galáxia, formada pela fusão de duas galáxias espirais, permite o estudo de como a gravidade, a formação de estrelas e ventos poderosos interagem com campos magnéticos para moldar uma galáxia.

A importância de Arp 220 na pesquisa astronômica

Arp 220 é envolta em poeira densa, emitindo uma luz infravermelha intensa que a torna um laboratório natural para entender as galáxias formadoras de estrelas que predominavam no universo primitivo. Através do uso do Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA), uma equipe de pesquisadores internacional conseguiu criar o mapa magnético mais detalhado de uma colisão cósmica até agora, revelando como os campos magnéticos organizados influenciam as saídas moleculares rápidas.

Os ventos galácticos, que transportam gás, poeira e materiais cósmicos, são mais potentes do que se supunha anteriormente. Acreditava-se que a formação intensa de estrelas e a atividade dos buracos negros eram as principais forças por trás desses fluxos. No entanto, as novas observações indicam que os campos magnéticos desempenham um papel chave, moldando e acelerando esses ventos.

Novas descobertas sobre a estrutura magnética

Os pesquisadores descobriram que as saídas moleculares em Arp 220 são interligadas por estruturas magnéticas organizadas, permitindo uma visualização clara das características magnéticas que influenciam a dinâmica galáctica. Um dos achados mais intrigantes foi a ponte de poeira magnetizada que conecta os núcleos galácticos, sugerindo uma rede de transferência de material e fluxo magnético entre as galáxias colidindo. Essa descoberta enfatiza a complexidade do laboratório cósmico que Arp 220 representa, sendo um dos melhores locais para estudar as interações entre gravidade, magnetismo e formação estelar.

Implicações para o entendimento do universo

As descobertas sobre Arp 220 não são apenas importantes para a compreensão de galáxias em fusão, mas também para a evolução do universo como um todo. Os campos magnéticos extremamente fortes observados têm implicações significativas para a formação de novas estrelas e a dinâmica do gás galáctico. Essas forças podem ter sido comuns em galáxias do início do universo, influenciando a formação de estrelas e a dispersão de materiais. À medida que os astrônomos aplicam essas técnicas a sistemas mais distantes, eles esperam encontrar similares superestradas magnéticas, ampliando nossa compreensão do cosmos.

Os resultados deste estudo foram publicados no dia 2 de janeiro de 2026, na revista The Astrophysical Journal Letters. A pesquisa não apenas abre novas perspectivas sobre Arp 220, mas também nos convida a reavaliar os processos que governam a dinâmica galáctica e a formação estelar em todo o universo.

Fonte: www.space.com

Fonte: the James Webb Space Telescope

PUBLICIDADE

VIDEOS

Relacionadas: