Vereador é contratado para atacar Banco Central em esquema polêmico

Um caso que levanta questões sobre marketing político e liquidações bancárias

A contratação de um vereador para atacar o Banco Central em defesa de um banco liquidador gera polêmica e levanta questionamentos sobre a ética no marketing político.

Uma recente polêmica envolvendo o vereador Rony Gabriel (PL) de Erechim (RS) e o Banco Central do Brasil trouxe à tona questões éticas sobre o marketing político e a gestão bancária no país. Gabriel foi procurado por uma empresa de marketing em Brasília, a Unltd Network Brazil, para realizar um trabalho de ataque ao Banco Central, em defesa do Banco Master, que passou por um processo de liquidação em novembro do ano anterior.

O Contexto da Liquidação do Banco Master

Em 18 de novembro de 2025, o Banco Central anunciou a liquidação extrajudicial do Banco Master, uma medida que encerrou um período de crescimento acelerado da instituição, que se baseava na captação de recursos com taxas de juros superiores à média de mercado. O banco também investia em ativos de baixa liquidez, como empresas em dificuldades financeiras, o que, segundo especialistas, levantou bandeiras vermelhas sobre sua sustentabilidade financeira. Essa liquidação não apenas impactou os investidores do banco, mas também levantou suspeitas sobre a rapidez da ação do Banco Central, questionando se houve fundamentação suficiente para tal decisão.

A Proposta de Marketing e suas Implicações

Rony Gabriel afirmou ter sido contatado no dia 20 de dezembro por um representante da Unltd, que alegou estar gerenciando a reputação de um “grande executivo”. A proposta consistia em produzir vídeos nas redes sociais, onde o vereador deveria afirmar que o Banco Master era uma vítima do Banco Central, uma narrativa que poderia desviar as atenções das reais questões financeiras enfrentadas pela instituição.

O parlamentar revelou que a proposta incluía um contrato de confidencialidade com uma multa de R$ 800 mil em caso de descumprimento. Ele deveria criticar o Banco Central e pressionar por um inquérito no Tribunal de Contas da União, questionando a liquidação do banco.

Esta situação não apenas levanta preocupações sobre a ética na política, mas também destaca a influência de estratégias de marketing agressivas em questões que impactam diretamente a economia e a confiança pública nas instituições financeiras. O envolvimento de um vereador em um esquema que parece priorizar os interesses de uma instituição bancária sobre a transparência e a responsabilidade pública é um sinal de que as fronteiras entre marketing político e práticas éticas estão cada vez mais nebulosas.

Conclusão

A situação envolvendo Rony Gabriel e a Unltd Network Brazil é um exemplo claro do potencial de manipulação que a política pode sofrer por meio de campanhas de marketing. A luta entre o Banco Master e o Banco Central não é apenas uma disputa financeira, mas uma batalha de narrativas que pode influenciar a opinião pública e, eventualmente, as decisões políticas. O caso exige uma análise cuidadosa e uma discussão mais ampla sobre a ética no marketing político e as responsabilidades dos representantes eleitos com relação à transparência e à verdade.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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