Como o uso de substâncias pode afetar o doping de atletas.
A declaração de Virgínia Fonseca sobre pomadas íntimas levanta questões sobre doping no esporte.
Virgínia Fonseca ganhou destaque nas redes sociais após relatar que precisa avisar ao fisioterapeuta do namorado, Vini Jr., sempre que considerar o uso de uma nova pomada vaginal. Durante uma entrevista, ela expressou o temor de que essa substância pudesse interferir nos exames antidoping do atleta. A influenciadora, que se apresentou deslumbrante no Baile da Vogue de 2026, disse: “Se eu fui na ginecologista e vou ter que usar alguma pomada, tem que passar pro fisioterapeuta dele, porque, talvez, pode cair no doping”.
Entendendo a relação entre pomadas vaginais e doping
A preocupação de Virgínia não é infundada. Especialistas em ginecologia e farmacologia explicam que algumas pomadas íntimas podem conter substâncias que, ao serem absorvidas pelo corpo, podem ser detectadas em exames antidoping. A ginecologista Deborah Coelho esclarece que, se uma mulher aplica pomadas em áreas sensíveis, como a região genital ou a raiz da coxa, isso pode levar à transferência de hormônios para o parceiro por meio do contato físico.
Além disso, a farmacêutica Jamunna Abrantes, especialista em cosméticos, aponta que muitas pomadas hormonais são projetadas para facilitar a absorção transdérmica. “Essas bases são desenvolvidas para permitir que o ativo ultrapasse a barreira da pele. Portanto, mesmo que o uso seja tópico, a substância pode alcançar níveis detectáveis no sangue”, afirma.
Consequências para os atletas
Os especialistas alertam que, em testes antidoping, a presença de substâncias hormonais pode levantar suspeitas, independentemente da intenção do atleta. Isso significa que a preocupação de Virgínia tem um fundamento ético e profissional, pois o que poderia parecer um uso inofensivo pode ter consequências graves para a carreira de um atleta.
Além disso, é crucial que pomadas íntimas sejam prescritas por profissionais de saúde. O uso indiscriminado pode resultar em sérios problemas de saúde, como candidíase e vaginose bacteriana. Deborah Coelho ainda ressalta que muitas pacientes chegam a consultórios médicos com infecções recorrentes devido ao uso inadequado de pomadas, subestimando os riscos à saúde.
Uma nova perspectiva sobre saúde e atletismo
A declaração de Virgínia Fonseca não apenas chama a atenção para as preocupações relacionadas ao doping no esporte, mas também destaca a necessidade de uma maior conscientização sobre a saúde íntima das mulheres. O diálogo aberto sobre o uso de substâncias deve ser incentivado, principalmente em contextos que envolvem atletas de alto desempenho. O fato de uma influenciadora abordar esse tema demonstra a relevância de discutir questões que podem impactar tanto a saúde pessoal quanto o desempenho esportivo.
Conclusão
Portanto, a relação entre pomadas vaginais e doping, como evidenciado pela situação de Virgínia e Vini Jr., serve como um lembrete para a comunidade esportiva e para o público geral sobre a importância de uma comunicação clara sobre o uso de substâncias e seus possíveis efeitos colaterais. A saúde deve sempre ser priorizada, independentemente do contexto, e a responsabilidade compartilhada entre profissionais de saúde e atletas é fundamental para garantir bem-estar e integridade.
Fonte: www.purepeople.com.br