Wall Street recua com novas ameaças tarifárias do presidente Trump

Mercados são impactados pela escalada de tensões geopolíticas envolvendo tarifas e a disputa pela Groenlândia

Wall Street recua mais de 1% após ameaças tarifárias de Trump aumentarem incertezas sobre a disputa pela Groenlândia e tensões comerciais.

Os índices de Wall Street abriram em forte queda na terça-feira (20), após o feriado do Dia de Martin Luther King Jr., com o Dow Jones recuando mais de 700 pontos nos primeiros minutos de negociação. O índice Dow Jones caiu 1,26%, o S&P 500 também recuou 1,26% e o Nasdaq teve queda de 1,59% por volta das 11h45 (horário de Brasília). O VIX, conhecido como o “termômetro do medo” que mede a aversão ao risco, atingiu seu nível mais alto desde novembro, ultrapassando os 19 pontos.

Impacto das ameaças tarifárias na recuperação dos mercados

A principal causa da queda foi a escalada das tensões geopolíticas provocadas pelas novas ameaças tarifárias do presidente Donald Trump. Ele anunciou a possibilidade de impor tarifas de 200% sobre vinhos e champanhes franceses, numa tentativa de pressionar o presidente Emmanuel Macron a aderir ao “Conselho de Paz” americano, uma iniciativa para mediar conflitos globais como o de Gaza.

Além disso, Trump anunciou uma nova rodada de tarifas para países aliados da União Europeia contrários à anexação da Groenlândia pelos EUA. Tarifas adicionais de 10% entrariam em vigor em 1º de fevereiro sobre produtos importados da Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Holanda, Finlândia e Reino Unido, subindo para 25% em 1º de junho e mantidas até que um acordo fosse fechado.

Repercussões e receios de escalada comercial

Especialistas apontam que o mercado ainda não assimilou completamente as implicações dessas ameaças devido ao feriado, mas os movimentos já indicam que podem ocorrer oscilações maiores caso a retórica se intensifique. Analistas do Deutsche Bank destacam que há receios crescentes de retaliações comerciais por parte da Europa, com declarações mais contundentes dos líderes europeus.

Expectativa para o Fórum Econômico Mundial e decisões do Fed

Os investidores também aguardam a participação de Trump no Fórum Econômico Mundial em Davos, programada para 21 de janeiro, onde se espera que ele comente sobre a situação. Outro ponto de atenção é a indicação do próximo presidente do Federal Reserve, com o secretario do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmando que Trump pode decidir já na próxima semana entre os quatro candidatos que conversou, incluindo o atual chair Jerome Powell, cujo mandato termina em maio.

A combinação de incertezas geopolíticas, tensões comerciais e decisões econômicas relevantes mantém os mercados globais em alerta, reforçando a volatilidade observada na pré-abertura das bolsas americanas.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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