WEG (WEGE3) em alerta: JP Morgan critica valuation e impacto nas ações

Análise do desempenho da WEG sob a perspectiva do JP Morgan.

A WEG (WEGE3) enfrenta um cenário desafiador, segundo o JP Morgan, que a coloca em monitoramento negativo antes do balanço do 4T25.

A WEG (WEGE3) está sob os holofotes do JP Morgan, que a incluiu em seu monitoramento de curto prazo, conhecido como Negative Catalyst Watch, antes da divulgação do balanço referente ao quarto trimestre de 2025, agendado para 25 de fevereiro. Essa movimentação do banco reflete uma visão cautelosa sobre os riscos associados à ação, que – conforme apontado – é assimétrica, com mais chances de decepções do que surpresas positivas.

Contexto do Valor da Ação

A análise do JP Morgan destaca que a ação da WEG está sendo negociada a níveis considerados elevados. Atualmente, a empresa apresenta um preço sobre lucro (P/L) de aproximadamente 32 anos de lucro projetado para 2026, além de um EV/Ebitda de 21,6. Tais métricas costumam sinalizar um ativo caro, especialmente em um período onde o banco antecipa um crescimento moderado na receita e margens mais apertadas até o final de 2025, o que pode limitar as possibilidades de valorização das ações no curto prazo. Os analistas alertam que, embora muitos investidores já reconheçam a fragilidade prevista para o último trimestre, a confirmação de resultados fracos pode induzir a novas revisões para baixo nas projeções para 2026.

Análise do Desempenho Recente

Desde a divulgação dos resultados do terceiro trimestre de 2025, as ações da WEG acumularam um crescimento de 35%, enquanto o Ibovespa subiu 29% no mesmo período, com a moeda americana apresentando uma desvalorização de 8% em relação ao real. Essa performance positiva das ações da WEG é considerada mais reflexo do fluxo global para mercados emergentes do que uma melhoria real nos fundamentos operacionais da empresa. O JP Morgan também salienta a vulnerabilidade da WEG às oscilações cambiais, indicando que uma variação de 5% na taxa real/dólar poderia impactar a receita em até 3% e o Ebitda em 5%. Com o dólar cotado a R$ 5,24, as estimativas indicam uma possível redução de 4% a 6% na receita e no Ebitda para 2026.

Expectativas e Oportunidades

Apesar das preocupações, o JP Morgan também menciona alguns fatores positivos que podem beneficiar a WEG, como a tendência global de eletrificação, o crescimento do mercado de armazenamento de energia por baterias no Brasil, e o aumento da demanda por transformadores devido a novas conexões de rede e o avanço da inteligência artificial. Contudo, cerca de 60% da receita da empresa origina-se do exterior, o que limita a sua capacidade de se beneficiar de uma recuperação econômica brasileira. O banco sugere que a WEG pode não ser a melhor opção para capitalizar sobre um possível afrouxamento monetário, visto que a empresa detém uma posição de caixa líquido.

Conclusão

O relatório do JP Morgan sinaliza um momento crítico para a WEG, onde o desempenho do quarto trimestre de 2025 pode ser decisivo para a trajetória das suas ações no curto prazo. A confirmação de um resultado fraco pode resultar em pressão adicional sobre os papéis e revisões negativas nas estimativas de 2026, tornando essencial a monitorização das movimentações do mercado e a resposta da WEG ao cenário econômico atual.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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