Mudança na avaliação reflete resultados financeiros e expectativas futuras
As ações da WEG (WEGE3) caem 2,09% após reavaliação do JP Morgan.
As ações da WEG (WEGE3) apresentaram uma queda de 2,09% no pregão desta quinta-feira, sendo negociadas a R$ 43,29 às 11h08. Essa desvalorização ocorre após o banco JP Morgan reduzir sua recomendação de compra para neutra, refletindo preocupações com os resultados do quarto trimestre de 2025 (4T25) da empresa e a expectativa de um real mais apreciado do que o previamente estimado, com a projeção de R$ 5,40 para o fim de 2026.
Contexto da Decisão do JP Morgan
O último trimestre de 2025 não foi favorável para a WEG, que registrou uma receita líquida de R$ 10,2 bilhões, representando uma queda de 5,3% em relação ao ano anterior. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) totalizou R$ 2,29 bilhões, com recuo de 4% na comparação anual. O lucro líquido também apresentou uma baixa significativa, ficando em R$ 1,59 bilhão, uma diminuição de 6,3% na comparação anual.
Os analistas do JP Morgan, Marcelo Motta e Jonathan S. Koutras, destacaram que, apesar da mudança na recomendação, a WEG continua sendo classificada como uma ação defensiva devido à sua exposição a mercados internacionais. Eles observam que a empresa não é o melhor ativo para se posicionar diante de eventos macroeconômicos no Brasil, como o ciclo de afrouxamento monetário e as próximas eleições.
Detalhes da Reavaliação
O preço-alvo para as ações da WEG também foi reduzido de R$ 50 para R$ 49, indicando que, ao considerar o fechamento da ação no pregão do dia anterior, esse ajuste representa um potencial de desvalorização de 2,55%. Os analistas enfatizaram que a avaliação de mercado já considera uma melhora nos lucros e a perda (P&L) esperada pela companhia. Para o JP Morgan, o valuation da WEG inclui uma recuperação completa do desempenho financeiro, com a expectativa de crescimento da receita voltando a níveis de dois dígitos a longo prazo, estimados em cerca de 15%.
Expectativas Futuras e Impacto
Os analistas projetam que a WEG poderá superar esses níveis de crescimento em 2027 e 2028, com taxas de 18% e 16%, respectivamente. A empresa tem potencial para manter margens estáveis, especialmente em segmentos de alta demanda, como transformadores de energia. Essa análise aponta que a WEG, mesmo enfrentando dificuldades no curto prazo, ainda possui avenidas de crescimento em áreas como transformadores, BESS e máquinas síncronas, devido à sua forte posição no mercado de eletrificação.
Conclusão
Em suma, a recente queda das ações da WEG reflete uma reavaliação estratégica por parte do JP Morgan, que sinaliza a necessidade de prudência em um mercado em transição. A empresa, apesar dos desafios enfrentados, mantém fundamentos sólidos que podem permitir sua recuperação e crescimento em um futuro próximo.
Fonte: www.moneytimes.com.br
Fonte: Money Times