Arsène Wenger, que teve uma longa carreira no comando do Arsenal na Premier League, demonstrou otimismo em relação ao desempenho da seleção da França na Copa do Mundo. O ex-treinador, que agora ocupa o cargo de chefe de desenvolvimento global de futebol da Fifa, afirmou que a equipe francesa, liderada por Mbappé, Olise e outros, é a grande favorita para conquistar o torneio. A França enfrentará o Marrocos nesta quinta-feira (9).
Wenger, em entrevista ao Podcast ‘Felix and Toni Kroos’, enfatizou que sua previsão de vitória não se baseia apenas em seu nacionalidade, mas na análise do desempenho da equipe. Ele afirmou que a França está jogando em um nível elevado, superando adversários com facilidade. "A França vai ganhar a Copa do Mundo. Sei que vão dizer que é porque sou francês, mas analisando um pouco o torneio, o trem está em alta velocidade hoje em dia. E você precisa ser capaz de embarcar nesse trem", destacou.
O ex-treinador também apontou que as seleções asiáticas foram eliminadas por não conseguirem acompanhar a intensidade e a velocidade do jogo, além de carecerem de argumentos técnicos para competir no nível exigido. No entanto, ele acredita que a Espanha é a única equipe que pode desafiar a França, desde que retome o estilo de jogo que a levou ao título da Eurocopa.
"A verdadeira incógnita para mim é a Espanha. Se um time é capaz de vencer a França, eu diria que é a Espanha, pois tem um nível técnico melhor e uma cultura do futebol coletivo que ninguém tem no mundo", afirmou Wenger. A seleção espanhola enfrentará a Bélgica, que conta com jogadores como Lukaku, Doku e De Bruyne, na sexta-feira (10).
Caso tanto a França quanto a Espanha avancem em suas partidas, as duas seleções se encontrarão em uma das semifinais, enquanto Argentina e Inglaterra são apontadas como favoritas do outro lado da chave. Essa configuração de possíveis confrontos aumenta a expectativa em torno das próximas fases do torneio, que já tem demonstrado surpresas e emoções intensas.
Além disso, a investigação do FBI sobre a Federação Argentina durante a Copa também levanta questões que agregam ao clima de tensão e competitividade do evento, refletindo o interesse global em torno do futebol e suas implicações fora dos gramados.