Wet’n Wild nega ralo em piscina após morte de salva-vidas em Itupeva

Contradições entre boletim de ocorrência e versão do parque aquático mantêm investigação em aberto

Parque Wet'n Wild nega existência de ralo em piscina após morte de salva-vidas em Itupeva, contrariando boletim de ocorrência.

Contradição entre boletim de ocorrência e versão oficial do parque

A morte de salva-vidas Guilherme da Guerra Domingos, de 24 anos, ocorrida no parque aquático Wet’n Wild em Itupeva (SP), trouxe à tona divergências importantes entre o boletim de ocorrência e a declaração oficial do parque. O registro policial aponta que o funcionário foi sugado por um ralo enquanto procurava a aliança de uma turista na atração Water Bomb, o que teria causado seu afogamento. Em contrapartida, a administração do parque nega a existência de ralo na piscina, afirmando que o sistema hidráulico é composto por drenos laterais posicionados de forma segura.

Detalhes do incidente e resposta imediata

Guilherme trabalhava no Wet’n Wild há mais de dois anos e havia sido recentemente promovido ao cargo de líder de salva-vidas. Segundo relatos, durante o atendimento a um visitante que havia perdido um objeto na piscina, o jovem entrou na água e foi sugado pelo ralo do brinquedo, ficando preso e desencadeando o afogamento. Colegas rapidamente iniciaram o resgate, retirando Guilherme da água e prestando os primeiros socorros. A equipe do SAMU encaminhou-o ao Hospital Municipal Nossa Senhora Aparecida, onde a morte foi confirmada pelo médico plantonista às 14h25.

Estrutura e segurança da atração Water Bomb

O parque afirmou que a atração Water Bomb opera há 17 anos sem registros de incidentes semelhantes e que os drenos laterais da piscina estão instalados em direção oposta à saída dos toboáguas. Conforme comunicado oficial, todos os salva-vidas são certificados por uma equipe norte-americana, passam por treinamentos e reciclagens mensais, e o parque possui as licenças necessárias para funcionamento. A empresa também ressaltou que as atividades foram suspensas imediatamente após o acidente e que está colaborando integralmente com as investigações em curso.

Investigações policiais e expectativas da família

A Polícia Civil continua apurando as circunstâncias da morte sob suspeita, especialmente considerando a divergência entre o boletim de ocorrência e a versão do parque. A requisição ao Instituto Médico Legal (IML) foi expedida para confirmar a causa do óbito. A família de Guilherme Domingos, ainda abalada, pede total esclarecimento dos fatos para compreender o que de fato provocou a fatalidade. A empresa comunicou que está prestando assistência aos familiares durante o período de investigação.

Impactos e medidas futuras para segurança em parques aquáticos

Esse incidente evidencia a importância de rigorosos protocolos de segurança e manutenção em parques aquáticos, especialmente em atrações que envolvem mecanismos hidráulicos complexos. A morte do salva-vidas ressalta a necessidade de transparência nas investigações e revisões das instalações para prevenir tragédias semelhantes. Autoridades e especialistas do setor devem acompanhar atentamente o caso para determinar possíveis falhas estruturais ou operacionais e implementar medidas que garantam a segurança dos visitantes e funcionários.

Fonte: baccinoticias.com.br

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