Entenda os motivos do fracasso de Wicked: For Good na corrida do Oscar 2026
Wicked: For Good Oscar 2026 surpreende pelo completo apagão nas indicações, apesar do sucesso do primeiro filme.
O filme musical Wicked: For Good Oscar 2026 foi completamente ignorado pela Academia, gerando surpresa após o sucesso do primeiro longa, que conquistou 10 indicações, inclusive para melhor filme. A ausência de nomeações para as estrelas Cynthia Erivo e Ariana Grande, além das categorias técnicas, levanta questionamentos sobre os motivos desse apagão.
Dificuldades do segundo ato
O principal desafio de Wicked: For Good está no material original. Enquanto o primeiro ato de Wicked traz músicas icônicas e um ritmo vibrante, o segundo ato é criticado por ser mais sombrio e carregado de explicações que não se conectam totalmente ao universo de O Mágico de Oz. Essa fragilidade estrutural foi apontada desde a peça da Broadway, que perdeu o Tony para Avenue Q, principalmente por causa do desfecho considerado fraco.
Recepção crítica menos favorável
Embora o primeiro filme tenha recebido avaliações amplamente positivas, o segundo longa teve críticas mistas. O New Yorker chegou a chamar Wicked: For Good de “muito, muito ruim”. A nota no Rotten Tomatoes caiu de 88% para 66%, indicando que o charme do original não foi capturado plenamente. Essa queda na qualidade percebida influenciou a percepção dos votantes do Oscar.
O desafio dos sequels no Oscar
Historicamente, sequências enfrentam resistência para serem reconhecidas na principal premiação do cinema, a não ser em casos excepcionais como O Poderoso Chefão 2 e O Senhor dos Anéis: As Duas Torres. Wicked: For Good, apesar de ser uma continuação direta, não conseguiu romper essa barreira. A ideia de que sequels são apenas estratégias comerciais pode ter pesado, especialmente porque o primeiro filme já havia recebido amplo reconhecimento.
Desempenho bilionário, porém inferior
Em termos de bilheteria, embora Wicked: For Good tenha tido uma estreia forte, seu desempenho total global de US$ 523 milhões ficou aquém dos US$ 758 milhões do primeiro filme, que é a maior adaptação de musical da Broadway em bilheteria. Esse menor entusiasmo do público pode ter refletido nas votações, indicando menor impacto cultural.
Músicas originais que não conquistaram
A segunda parte incluiu duas canções novas, “No Place Like Home” de Cynthia Erivo e “The Girl in the Bubble” de Ariana Grande, que concorreram na categoria de melhor canção original. No entanto, nenhuma delas alcançou o status de clássico presente no primeiro filme, como “For Good” e “No Good Deed”, o que contribuiu para a ausência de indicações nessa categoria.
Campanha promocional dispersa
A promoção de Wicked: For Good não contou com o mesmo vigor do primeiro filme. A Universal optou por distanciar as duas protagonistas em eventos, e Cynthia Erivo esteve ausente em compromissos importantes devido a outros projetos teatrais. Essa falta de sinergia na campanha pode ter prejudicado a visibilidade do filme entre os membros da Academia.
Esses fatores combinados explicam o inesperado apagão de Wicked: For Good na edição do Oscar 2026, mesmo após o sucesso do filme original e do fenômeno cultural que Wicked representa no teatro e no cinema.
Fonte: variety.com
Fonte: Universal Pictures
