William Marcel Murad assume comando da PF após Afastamento de Andrei Rodrigues

O afastamento preventivo de Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal resultou na nomeação temporária do delegado William Marcel Murad para assumir a liderança da corporação. Murad, que até então exercia a função de diretor-executivo da PF, é considerado o número dois da instituição e já está na corporação desde 2002.

A medida foi determinada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, na manhã desta terça-feira (8). O afastamento acontece em um contexto de crise institucional que envolve também o ministro Alexandre de Moraes, ressaltando a tensão no ambiente da Suprema Corte.

Durante um evento na Academia Nacional da Polícia Federal, realizado cerca de uma hora após a decisão do STF, Murad fez um discurso em defesa de Andrei Rodrigues, afirmando: “Aqui, reafirmamos a nossa total confiança na direção-geral, no diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues”. O afastado chegou a estar presente no local do evento, mas deixou antes do início da programação após ser notificado sobre sua saída.

William Marcel Murad, que é formado em Direito pela Universidade de São Paulo, ocupou a função de diretor-executivo da PF desde janeiro de 2025 e atuou como adido da Polícia Federal no Reino Unido e na Irlanda do Norte entre novembro de 2021 e dezembro de 2024. Sua trajetória inclui passagens pela direção de Tecnologia da Informação e Inovação, além da chefia de várias delegacias e divisões voltadas ao combate ao crime organizado e à inteligência policial.

O Afastamento de Andrei Rodrigues foi motivado por questões relacionadas a investigações que envolvem acusações de abuso de autoridade. Mendonça observou que relatórios indicam um “monitoramento sistemático e ilegal” sobre sua atuação e a de outros membros da administração pública, incluindo Jorge Messias, advogado-geral da União.

Na decisão, o ministro menciona que a suspensão cautelar de funções públicas é constitucionalmente válida quando fundamentada em elementos concretos e visa neutralizar riscos à persecução penal. Além disso, a Corregedoria da Polícia Federal foi incumbida de instaurar procedimentos investigativos nas esferas penal e administrativo-disciplinar para apurar os fatos relacionados ao caso, determinando a identificação dos responsáveis pela produção dos relatórios e a data de sua elaboração.

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