Plano de 20 pontos prevê desmilitarização e reconstrução da Faixa de Gaza após acordo inicial de cessar-fogo
A segunda fase do cessar-fogo em Gaza avança com foco na desmilitarização e reconstrução, conforme anunciado pelo enviado especial dos EUA, Steve Witkoff.
Contexto e importância da segunda fase do cessar-fogo em Gaza
A segunda fase do cessar-fogo em Gaza, anunciada em 14 de janeiro de 2026 pelo enviado especial dos Estados Unidos, Steve Witkoff, marca um avanço crucial no plano de 20 pontos visando ao fim do conflito na Faixa de Gaza. Este plano, que traz como foco principal a desmilitarização, governança tecnocrática e reconstrução, surge após um longo período de conflitos intensos iniciados em outubro de 2023. Witkoff destacou que essa etapa visa estabelecer uma administração palestina de transição, denominada Comitê Nacional para a Administração de Gaza (NCAG), para conduzir o processo de desarmamento e recuperação do território. A segunda fase do cessar-fogo em Gaza é vista como um passo decisivo para a estabilização regional e a reconstrução das infraestruturas afetadas.
O plano de 20 pontos e o papel dos Estados Unidos
O plano de 20 pontos, anunciado em setembro de 2025 pelo então presidente Donald Trump, prevê ações detalhadas para restaurar a normalidade em Gaza. A primeira fase contemplou o cessar-fogo imediato e a libertação de aproximadamente 2 mil prisioneiros palestinos, além da devolução dos reféns vivos e dos restos mortais dos falecidos. A segunda fase, agora em curso, foca na desmilitarização total e na reconstrução de infraestrutura essencial, como sistemas de água, eletricidade, esgoto, hospitais e padarias. O governo dos Estados Unidos, representado por Witkoff, pressiona para que o Hamas cumpra integralmente suas obrigações, incluindo a devolução dos últimos reféns, sob risco de sanções severas.
Mudanças políticas e administrativas em Gaza
Um ponto central da segunda fase do cessar-fogo em Gaza é a dissolução anunciada do governo do Hamas, que controla a Faixa desde 2007. Em pronunciamento no dia 11 de janeiro, o Hamas manifestou disposição para transferir a administração do território a uma autoridade tecnocrática palestina independente, em consonância com o acordo de paz. Essa transição administrativa representa uma mudança significativa no comando local, abrindo caminho para a implementação de políticas de governança mais neutras e focadas na reconstrução e manutenção da paz. O Comitê Nacional para a Administração de Gaza (NCAG) deverá liderar este processo durante o período de transição.
Desafios humanitários e reconstrução da Faixa de Gaza
A Faixa de Gaza enfrenta graves desafios decorrentes do conflito e das condições climáticas adversas, que agravam a situação dos residentes deslocados e da infraestrutura destruída. Foram registrados episódios de enchentes e deterioração dos serviços básicos, prejudicando a vida cotidiana da população. A segunda fase do cessar-fogo em Gaza inclui a mobilização de ajuda internacional para reabilitar sistemas críticos de água, eletricidade, saúde e saneamento. A reconstrução é vista como fundamental para estabilizar a região e evitar uma crise humanitária de grandes proporções, além de promover a recuperação social e econômica do território.
Expectativas e riscos para a manutenção do cessar-fogo
Os Estados Unidos e demais atores internacionais envolvidos expressam cautela quanto ao cumprimento integral do acordo, enfatizando que o sucesso da segunda fase do cessar-fogo em Gaza depende da cooperação e do comprometimento do Hamas e de Israel. Witkoff alertou para consequências graves caso haja descumprimento das obrigações, especialmente no que tange à devolução de reféns. A fase um do acordo permitiu avanços humanitários significativos, e a manutenção do cessar-fogo é crucial para garantir que a reconstrução e a governança tecnocrática possam avançar sem interrupções. A comunidade internacional monitora atentamente os próximos passos e as reações das partes envolvidas.
Fonte: www.metropoles.com
Fonte: Saeed M. M. T. Jaras/Anadolu via Getty Images
