O presidente da China, Xi Jinping, reafirmou o compromisso de seu país em proteger os interesses comuns com a Coreia do Norte, durante uma reunião com o líder norte-coreano Kim Jong-un, realizada nesta segunda-feira (8). Este encontro, que ocorre após um intervalo de sete anos, destaca a busca de Pequim por um estreitamento das relações com Pyongyang em um contexto de crescente colaboração econômica e militar entre a Coreia do Norte e a Rússia.
Xi enfatizou a necessidade de fortalecer os laços estratégicos e proteger a soberania, segurança e desenvolvimento de ambos os países. A visita de dois dias do presidente chinês representa um importante marco nas relações bilaterais, especialmente em um momento em que a Coreia do Norte busca aumentar a confiança em suas negociações internacionais.
Durante o encontro, Xi expressou satisfação e um sentimento especial de proximidade com Kim. Ele assegurou que a China valoriza a amizade tradicional com a República Popular Democrática da Coreia, reiterando que o apoio à liderança de Kim Jong-un permanecerá inalterado. O líder chinês destacou que a determinação de salvaguardar os interesses comuns e manter um ambiente estratégico favorável não mudará.
A recepção de Xi em Pyongyang foi ceremoniosa, com a presença de Kim e sua esposa, Ri Sol Ju, além de uma guarda de honra e crianças que entregaram flores. Uma salva de 21 tiros foi disparada na Praça Kim Il Sung em homenagem à visita, enquanto os presentes celebravam com cantos e balões.
Xi Jinping também pediu para que Kim se opusesse à hegemonia e ao autoritarismo, além de rechaçar tentativas de reviver o militarismo que possam ameaçar a segurança regional. A cúpula foi interpretada como um sinal de que a China ainda considera a Coreia do Norte um ativo estratégico em sua política internacional.
A relação entre os países vizinhos, assim como a colaboração com a Rússia e o Irã, visa fortalecer suas posições contra os Estados Unidos e suas alianças. Xi também manifestou a intenção de trabalhar em conjunto com a Coreia do Norte para promover um multilateralismo justo e uma globalização econômica inclusiva, visando a paz e a estabilidade na região a longo prazo.