Xuntian, o telescópio espacial da China, promete revolução em observações solares

Andrew Jones

O telescópio espacial chinês Xuntian terá capacidade inédita para pesquisas astronômicas a partir de 2027

O telescópio espacial chinês Xuntian, com lançamento previsto para 2027, terá campo de visão 300 vezes maior que o Hubble.

O telescópio espacial chinês Xuntian está se aproximando do lançamento, previsto para o início de 2027, e já impressiona pesquisadores com seu potencial para transformar a astronomia. Conhecido também como Chinese Space Station Telescope (CSST), o observatório orbitante será posicionado para operar em conjunto com a estação espacial Tiangong, embora funcione de modo independente em órbita terrestre baixa.

Características técnicas e capacidade de observação

O Xuntian possui um espelho primário com 2 metros de diâmetro, um pouco menor que o do telescópio espacial Hubble. No entanto, seu diferencial está na capacidade de captura de imagens: uma câmera com 2,5 bilhões de pixels e um campo de visão cerca de 300 vezes maior que o Hubble. Isso significa que ele poderá capturar extensas porções do céu com altíssima resolução, abrangendo desde o ultravioleta próximo até o infravermelho próximo.

Simulações e testes de observação

Antes do lançamento, uma equipe de pesquisa chinesa conduziu simulações completas para testar o desempenho do telescópio. Essas simulações virtuais replicaram as condições instrumentais e observacionais esperadas, garantindo que o Xuntian atinja seus objetivos científicos. Os resultados foram divulgados na revista Research in Astronomy and Astrophysics, reforçando a confiança na precisão e capacidade do sistema.

Contribuições científicas esperadas

O Xuntian deverá fazer importantes contribuições em diversos campos da astronomia, incluindo estudos sobre a formação e evolução das galáxias, a estrutura da Via Láctea, e a investigação de estrelas e planetas. Além disso, o telescópio poderá fornecer dados valiosos para pesquisas sobre a natureza da matéria escura e da energia escura, fenômenos que ainda desafiam os cientistas.

Operação conjunta com a estação Tiangong

Após seu lançamento em um foguete Longa Marcha 5B, o telescópio seguirá em órbita conjunta com a estação espacial chinesa Tiangong. Uma das inovações do Xuntian será a capacidade de acoplagem com a estação, permitindo que astronautas realizem atividades extraveiculares para manutenção, reparo e atualizações do equipamento, de forma semelhante às missões feitas no telescópio Hubble pela NASA entre 1993 e 2009.

Impacto no panorama da astronomia global

O desenvolvimento do Xuntian destaca o crescimento da China no setor espacial e abre uma nova etapa para observações astronômicas de alta resolução e grande abrangência. Sua capacidade de mapear o céu com rapidez e detalhes inéditos poderá acelerar descobertas científicas e ampliar o entendimento do universo, competindo com outros projetos espaciais internacionais de última geração.

Ao oferecer uma plataforma única para estudos de longo prazo e manutenção em órbita, o telescópio espacial chinês Xuntian representa um avanço tecnológico e estratégico significativo para a exploração do cosmos nos próximos anos.

Fonte: www.space.com

Fonte: Andrew Jones

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